Assuntos polêmicos também são importantes para que possamos refletir juntos conceitos, resultados, metas e mitos.

O maior desafio de um consultor financeiro é demonstrar e convencer seus clientes sobre a verdade: “casa própria para morar não é investimento!”.

É bem verdade que ouvimos desde cedo, seja dos pais ou avós, que comprar um terreno ou uma casa própria é um baita investimento. Mas será mesmo que podemos considerar este tipo de imóvel como um bom investimento?

Vamos aos fatos…

Quando optamos por comprar uma casa própria, alocamos o dinheiro em um bem pensando em conforto, segurança, praticidade, felicidade a nós e toda família, um lar.

O objetivo inicial do comprador para este tipo de imóvel não é pensar ou visualizar sobre a valorização do imóvel, até vem isso a cabeça, mas quase nunca o comprador verdadeiramente realiza os cálculos sobre o longo tempo, se este bem será ou não um bom investimento.

Vale lembrar que um bem para ser considerado um investimento um dos pilares é a liquidez, que é a capacidade que um ativo tem de se transformar em dinheiro de forma mais rápida. Outro é a rentabilidade fixa ou variável ao longo do tempo, quanto se tira proveito financeiro do bem adquirido.

Além disso, o imóvel próprio com intuito de lar, no conceito contábil, entra como bem passível de depreciação e se não investir na sua manutenção pode ser um grande passivo.

Algumas pessoas fazem financiamentos de 20, 30 e até 40 anos para pagamento, mas esquece que ao longo do tempo a sua capacidade de gerar renda pode ser diminuída devido ao mercado de trabalho ser mais escasso, o que pode ser um baita problema no futuro. Com a falta de planejamento financeiro, você pode passar longos anos sem possibilidades financeiras, pois estará pagando montanhas de dinheiros e de juros para esses financiamentos.

Já pessoas com mais idades ao final da vida querem presentear filhos com bens do tipo, podendo ocasionar diversos problemas:

  • Imóveis deste tipo muitas vezes estão carregados de sentimentos familiares que não deveria ter neste bem, pode gerar conflitos entre gerações.
  • Infelizmente se o bem for financiado por longo tempo pode ocasionar endividamento dos pais, e os filhos terão que sacrificar suas finanças para ajudar seus pais no pagamento das parcelas.
  • Outra consequência é o filho assumir um passivo que não era o seu sonho ou planejamento. Ainda que não acarrete em dívidas, pode o filho deixar de investir em outras tantas possibilidades de negócios apenas pelo fato do valor sentimental, e na escala de valores e crenças o sentimento são muito maiores do que outros, freando possível crescimento do filho.
    O objetivo aqui não é desestimular a aquisição do bem imóvel ou bem para o lar, mas sim alertar para uma reflexão necessária sobre CASA PRÓPRIA não ser INVESTIMENTO na maioria das vezes.

Outra lembrança importante que sempre destaco em minhas mentorias é que muito mais do que presentear os filhos com imóveis conquistados pelos pais, estes podem investir em uma educação financeira melhor aos filhos para que eles possam entender das melhores decisões para seus caminhos financeiros, caminhos com mais reservas de oportunidades, investimentos e menos dívidas.

Lembre-se, casa própria é consumo, é LAR, e não investimento. Não se esqueça que viver de aluguel por um bom tempo pode ser mais saudável financeiramente do que realizar grandes financiamentos de imóveis.

Faça um planejamento correto e escolha os melhores caminhos para sua vida financeira. Se o planejamento estiver em dia, o bem, além de lar, pode sim virar um baita investimento.

Leia também: Guia prático de como começar a investir com pouco dinheiro e do jeito certo

Essas e outras dicas eu sempre passo no Instagram Amigo de Negócios, é uma das inúmeras formas para você começar a investir de forma correta e conquistar sua independência financeira.

Meu nome é Marlon Roza, sou seu Amigo de Negócios