O Banco Central, através do COPOM, aumentou novamente a taxa Selic passando para 13,25%, maior valor desde janeiro de 2017.

As pessoas sempre me questionam nas redes sociais do Amigo de Negócio, e nas mentorias financeiras, o que significa a alta da Selic. Afinal, quando isso acontece sempre há um grande destaque na mídia como um todo.

O país está um caos devido a Macroeconomia. Recentemente a inflação mostrou sinais tímidos de contenção, mas isso se deve única e exclusivamente pela diminuição do custo de energia elétrica e não por demanda de preços.

Existe um órgão, um Comitê de Política Monetária do Banco Central, que se reúnem a cada 45 (quarta e cinco) dias para discutir as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros do país.

Atualmente o IPCA (índice que mede a inflação do país) está em 0,47% a.m., principalmente pelo fato explicado anteriormente e não por contenção real dos agentes da inflação.

Para conter a inflação real, o COPOM eleva a taxa básica de juros, a taxa Selic, para tentar conter/frear a inflação. O objetivo é que com as taxas altas diminua o consumo e em consequência disso aconteça o movimento de baixa dos preços dos produtos, controlando assim a inflação.

Estamos na décima segunda alta de juros seguida, e nas últimas tentativas o efeito desta ação foi muito tímido, por isso acredita-se que a taxa ainda pode subir mais.

Primeiro questionamento que surge é: Por que a taxa Selic subiu novamente?

Inicialmente, de fato a inflação real não foi contida ainda, por isso, é necessário que o COPOM exerça sua função essencial para contê-la.

Segundo, porque continua o aumento da base monetária, ou seja, pouca produção, muito dinheiro parado no mercado para aquisição de um mesmo produto com pouca oferta.

Terceiro motivo, sem dúvidas, é a alta dos comanditeis, especialmente o petróleo. Já expliquei aqui alguns meses atrás o porquê os preços sobem no Brasil, na qual uma das principais razões é o aumento do petróleo. Para que as empresas continuem saudáveis, para que o custo Brasil não se eleve, o petróleo segue o preço do exterior, o que acarreta nessa cadeia negativa de preços, visto que nossa produção brasileira é escoada principalmente por caminhões que se utilizam de combustíveis devidos do petróleo (vale ressaltar, não é só tabelar o preço, pelo contrário, seria um retrocesso gigantesco).

E com isso vem o seguinte questionamento. “O que tudo isso acarreta no meu dia a dia?”

1º) Com a taxa de juros alta os investimentos em renda fixa, especialmente o Tesouro Selic, fica, ainda mais atrativo; logo, as pessoas retiram o dinheiro da renda variável (por exemplo Bolsa de Valores), devido ao custo alto de oportunidade em contrapartida ao ganho de segurança optando por renda fixa. Vale destacar ainda que os prefixados começam a serem bem interessantes, pois as altas dos juros não devem se elevar muito mais do que está hoje.

2º) A alta de juros não é nada bom para um país, pois desestimula quem gera maior riqueza e emprego (empreendedores/empresários). Quando aumenta a taxa de juros a economia começa a girar mais lenta, ou seja, o empresário deixa de investir na sua empresa, em novos cargos ou expansão. A opção do empresário, como de todos, vira a renda fixa, isto porque com a insegurança econômica novos projetos precisam rentabilizar muito mais para compensar o risco.

3º) Com a alta dos juros fica mais caro tomar um empréstimo do banco. Os juros do cartão de crédito, cheque especial ou até mesmo financiamento ficam muito mais caros. Teoricamente isso desestimula o consumo.

4º) Como mencionei anteriormente, o COPOM está tentando, com essa ação, diminuir a inflação que está descontrolada. Com a alta dos juros deve diminui o consumo, por consequência devem baixar os preços dos produtos e serviços.

O Comitê Norte Americano também elevou os juros, o que isso significa?

Foi a maior alta desde 1994, passando os juros a 1,75%. Com isso, os investidores sentem um pouco mais de segurança, por isso a bolsa norte americana até encerrou o dia com leve alta. Então, para quem tem ações em empresas norte americanas, isso foi bom.

Vale lembrar que os Bancos Centrais sempre aguardam as respostas / movimento do Banco Central Norte Americano, se este subiu, a tendência é os demais subirem também (foi o que aconteceu aqui).

E eu, o que devo fazer com tudo isso? Diversificar suas aplicações!

  • Olhar com carinho para os investimentos de renda fixa, como o Tesouro Selic atrelado a taxa Selic, CDBs e demais investimentos atrelados ao CDI, entre outros.
  • Começar a olhar para os prefixados com carinho, para que também façam parte da diversificação dos seus investimentos.
  • As criptomoedas também caíram nas últimas semanas, demonstrando que não são reserva de mercado como se falavam. Porém, como várias tem ótimos fundamentos, talvez seja uma boa diversificar aqui também para o futuro.
  • Os FIIs (Fundo Imobiliários) são boas oportunidades também, principalmente porque tende a ficar mais baratos agora, mas a rentabilidade deve ser mantida.
  • As empresas Brasileiras estão em baixa, porém, se seus fundamentos forem bons, é hora de se expor em Bolsa, pois a médio e longo prazo você tende a colher bons frutos neste tipo de investimento com a compra deste dia.

Leia também: O que é SELIC, CDI e FGC. Entenda para melhor INVESTIR

O conhecimento faz a diferença para você abrir os olhos para as grandes oportunidades. Não deixe grandes oportunidades, como de agora, passar. Sua independência financeira futura depende muito de suas atitudes do presente.

Meu nome é Marlon Roza, sou seu Amigo de Negócios