Sem treinador, porque Paulo Autuori nega o exercício dessa função; sem presidente, porque Mário Celso Petraglia, que após desmontar o time campeão, errou em todas as contratações, ao custo de R$ 50 milhões entre direitos e contratos de jogadores; sem time, e sem condições legais para contratar reforços, porque Mário Celso Petraglia usando a sua ética, criou o “fator Rony” que deu causa a FIFA de suspendê-lo até agosto de 2021; sem a torcida, a sua única esperança de ampará-lo, porque está impedida por lei sanitária de ir a Baixada; sem responsabilidade, mas, por motivos exclusivos de Petráglia para tratar as questões de televisão, que isolam o clube do mercado publicitário que podem aumentar o espólio de dividas; sem Conselho Deliberativo, pois, esse que está aí é apenas como proteção estatutária dos atos de comando, à partir de seu presidente, o servil Aguinaldo Farias; sem condições financeiras, políticas, e omisso para corrigir os equívocos jurídicos para enfrentar a dívida de R$ 700 milhões, que não disponibiliza e ameaça de perda do seu patrimônio; e, agora, definitivamente, na rota da Segundona, o Clube Athletico Paranaense está em estado de agonia.

Escrevi na quinta, e repito agora: pode parecer contraditório, mas, a ameaça de ir para a Segunda divisão é o menor dos problemas, por ser consequência de uma gestão profissional disfarçada de legalidade, mas, que na prática, é usada para criar e aumentar fortunas.

Na ponta do lápis, sem os conceitos distorcidos e avaliações irreais, o descompasso entre passivo e ativo assusta, porque o aumento do passivo é maior que a valorização do seu patrimônio. Talvez, esse esgotamento técnico que está conduzindo o time para a Segundona, sirva para os atleticanos intervirem e mostrarem a Mário Celso Petráglia que o clube está próximo do apocalipse, pior do que maio de 1995.

Desculpem, estava esquecendo. Neste domingo, o Furacão perdeu outra vez, agora, para o Sport, em Recife, 1×0. Para quem não ganha há dez jogos, isso é o de menos.

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