Na Baixada, o Athletico joga a sua crise técnica, tática e de ambiente contra o Bragantino. No Nilton Santos, no Rio de Janeiro, o Coritiba joga a sua crise de realidade com Jorginho, contra o Botafogo.

O que será dos nossos nessa quarta pelo Brasileirão?

Por força do despreparo da direção de futebol para avaliar, o Furacão terá que começar a formar um time para jogar o campeonato. Time no sentido de um onze definido na sua individualidade e na sua organização.

Então, dentro desse conceito, sequer é possível tratar a nova fase como um recomeço, porque sequer é possível afirmar que tem jogadores capazes para ter um time. É começo em estado puro pela absoluta falta de capacidade de comandar o futebol de Paulo André e Márcio Lara, todos ligados por um cordão ao dono do clube, Petraglia.

O Furacão anda tão desengonçado, e o seu despreparo é tão grande, que uma vitória obrigatória e necessária pode até tornar-se perigosa a curto prazo. Ocorrendo, o que é possível por ser o Bragantino um time fraco, pode se criar a ilusão de que o jovem Eduardo Barros é o novo Tiago Nunes, e que o time está provido de recursos para o campeonato.

Menos mal que uma ilusão imediata vale três pontos.

E o Coxa?

A situação do Coritiba é quase igual à do Athletico. Talvez, um pouco pior. Agora que tem Jorginho de treinador, e que ganhou de Bragantino e Sport, pensa que tem time.

Quando se imaginava que iria trazer um pouco de racionalidade ao futebol do clube, Jorginho afirmou depois da vitória ocasional sobre o Sport que o que vale são três pontos.

Quando o treinador adota esse princípio, o time a curto prazo retrocede, porque o ganho de três pontos é consequência de um bom comportamento por uma ordem de rotina.

Contra o Botafogo, há uma questão a ser considerada, além da principal, que é o bom time de Paulo Autuori. O VAR no Nilton Santos é o mais esquisito de todos.

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