Pela Libertadores, na Baixada, Atlético 3×3 Deportivo Capiatá.
O Furacão provocou um desengano colossal, entregando-se aos paraguaios de Capiatá, um time formado por jogadores à beira da aposentadoria. Agora terá que fazer o que não é da sua rotina atual: ganhar fora da Baixada.
Os motivos foram muitos: sem geometria, porque jogou espalhado com Nikão e Pablo pelos lados, mas sem ninguém infiltrado, com espírito de jogo, mas sem jogo. Esses fatos foram suficientes para decompor a sua defesa, que sofreu com um Thiago Heleno sem embocadura, e um Paulo André pregado ao chão.
É verdade, que houve um flash com o gol de Gedoz. Naquele momento o Atlético jogava bem. Só que aí, os erros de postura que eram só aparentes, foram escancarados. Por estar desorganizado, não resistiu ao primeiro ataque paraguaio, que resultou no gol de empate.
O Atlético que já era desorganizado, voltou inseguro, acontecendo com o que ditam os roteiros de drama: o time dominado se assanha e conclui, e concluindo que pode ganhar, vai em frente. Resultado: mais uma falha coletiva da defesa (não foi só Sidcley), e o segundo gol. As coisas só não pioraram, porque em sequência houve um pênalti e o segundo gol de Gedoz.
O Furacão tinha tempo para virar o placar, tinha espaço porque o Capiatá jogava com dez, mas lhe faltava jogo. Mais, ainda, quando Autuori trocou Gedoz, que ainda conseguia criar, por Rossetto. Restou a bola cruzada para carregar o desespero. Uma de Nikão deu certo: Paulo André desviou para Pablo marcar o terceiro.
Àquela altura, embora sobrando tempo para aumentar a diferença, a vitória pura e simples já era um achado. Quem apostou na vitória, esqueceu que Paulo André e Thiago Heleno se achavam no direito de errar mais uma vez. E, erraram no final: 3×3.
O time atleticano precisa passar alguns dias no divã, mas sem Autuori por perto. Negativista, pessimista e derrotista, ao desobrigar o Atlético de vitórias, influi no emocional do time. Pregou tanto esse ambiente, que os rubro-negros ficaram humildes e se submeteram aos paraguaios.
O Atlético pode ganhar o jogo em Capiatá. A paixão não deve apressar um Réquiem. Mas para isso precisa tomar algumas providências. Uma delas e imediata, é Petraglia dar um pito no treinador.