Quais foram os critérios que o Coritiba adotou para contratar o treinador Jorginho? O do custo é possível afirmar que não foi, em razão de que ele só não permaneceu após a volta do clube ao Brasileirão por questões financeiras. Por ser um grande técnico também é possível afirmar que não foi, porque não o é.

Seu histórico de fracassos só foi interrompido no Coritiba. E esse fato não foi o bastante, porque mesmo vitorioso na Segundona, continuou como opção remota do mercado. Havia oito meses que estava desempregado.

Então restou só um critério: o populismo, que é adotado no futebol quando o cartola, querendo se proteger, segue as sugestões populares. Essas são perigosas por terem como base uma situação anterior que, necessariamente, é mais passional do que razoável.

Jorginho passou a ser uma opção dos desesperados.

Com ele, tudo pode acontecer. Até o Coritiba surpreender para o bem.

É o que se espera.

Pressão

Amanhã, no Morumbi, o Athletico joga a sua partida mais importante desse 2020. Não é que um resultado, inclusive a derrota, possa a alterar muito a sua vida no Brasileirão, embora a queda brusca para o décimo lugar sugira preocupação.

A importância está em impedir que a tendência de derrotas force uma investigação sobre o seu motivo principal. Não podendo mais contratar, o Athletico tem que resolver com o que está dentro do CT do Caju. E, o que está lá não mostrou sequer ser razoável. E a torcida atleticana há tempo deixou de ser conformista. Quem é educado a viver no luxo e na riqueza perde a capacidade de se conformar com fracassos.

Se o Furacão voltar a perder, Mario Celso Petraglia terá que começar a explicar a razão da contradição entre as derrotas e o investimento grandioso que o clube fez com os jogadores contratados, em especial, Marquinhos Gabriel, Aguilar, Carlos Eduardo e Geuvânio.

No futebol, quando se encontra a razão, há sempre um culpado. Está se olhando muito para os erros de Dorival Júnior, esquecendo-se que não é de hoje que Paulo André vem cometendo pecados caríssimos que o Furacão se obriga a pagar.