Não sei se um dia será declarada a independência da Catalunha. Se for, a sua data terá que dividir a história com esse Barcelona 6×1 Paris Saint Germain.
Era fato notório, que o Barcelona, sem tomar gols, precisava fazer quatro. Se tomasse um, como tomou, precisava fazer seis. E foi o que aconteceu.
E que não se venha com análise tática, com a intervenção do técnico, ou essas coisas de teóricos. Pelo Barcelona, atrás da bola, não estavam os craques Busquet, Iniesta, Suarez, Messi e Neymar. Era o ser humano, humilhado e maltratado no seu orgulho. E não há nada mais que o provoque, como a humilhação. E por trás do ser humano, estavam 90 mil pessoas, cantando o que o brasileiro esqueceu: “Festa para um Rei Negro” (Pega no ganzé).
O milagre de Barcelona atualiza o pensamento do imortal Bill Shanky, escocês que dirigiu o Liverpool por 15 anos: “O futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso…”.
Neymar roubou a cena. Foi dele o único momento de consciência dentro de campo: o passe para o sexto gol que já pode ser contado como lenda.

Populismo

O que pretende Paulo Autuori quando, após um fracasso do Atlético, afirma que é o único responsável pelos erros? A impressão que dá, e ele entende que não, é de que ninguém seria capaz de lhe imputar culpa ou responsabilidade.
Engana-se. Não há nenhum atleticano que não tenha saído da Baixada com duas coisas engasgadas: o gol de empate da Católica e os erros de Autuori. A opção por Douglas Coutinho e a saída de Otávio, quando era o meio, e não a defesa, que estava desconcertada.
Por mais que se reconheça a importância de Autuori, já está no momento de ser tratado como um técnico comum.

Oposição

Na reunião com os conselheiros, o presidente Bacellar teve que explicar que a sua amizade com Petraglia não se confunde com os interesses do Coritiba. As explicações não convenceram os conselheiros. Daí, o presidente foi obrigado a negar o interesse do clube em aceitar a proposta da Arena Atletiba.