Na Arena de Itaquera, Corinthians 0x0 Atlético Paranaense.

Como todo o torcedor, o atleticano deve ter sonhado que, finalmente fora da Baixada, o Furacão com passos do Bolshoi, iria ganhar do Corinthians. Mas, às vezes, sonhar com determinadas coisas é estar em estado febril: sonha-se com o impossível.

Então veio a realidade: os sonhadores tiveram que passar noventa minutos torcendo e se retorcendo para que a bola de Rodriguinho ficasse na trave, para que Weverton fizesse um milagre, para que Thiago Heleno continuasse perfeito e para que o árbitro gaúcho Vuaden interpretasse com boa vontade o lance que Sidicley tocou em um corintiano na área.

Mas isso não quer dizer que o Atlético jogou mal. Não jogou mais e nem menos do que vem jogando longe da Baixada. Ao contrário, desta vez jogou com inteligência para não perder e deixar o Timão atrás de si. Não saiu à procura de aventuras táticas, cada jogador disciplinou-se na sua função, e neste roteiro usou da sabedoria que é a de ter a consciência de seus limites. É verdade que não chutou uma única bola em gol. Mas o importante era não sofrer o gol.

Thiago Heleno deu chutões, cabeceou, saiu jogando, cobriu os erros de rotina de Paulo André, ocupou espaços deixados por Léo. Perfeito, foi o melhor em campo. Aliás, no geral, foi o melhor jogador do Furacão neste campeonato.

Agora é na Baixada contra o Flamengo. Resta a torcida fazer a sua parte despedindo-se do Furacão de um ano que se arrematado com a Libertadores, terá sido um belo ano.

Despedida

O Coritiba joga todos os interesses do Internacional nesse jogo contra o Vitória, no Couto. Para si não sobrou quase nada, a não ser “uma despedida digna”, como prega a oração de quem já está descartado da competição.

É mais uma despedida melancólica do grande clube no Brasileiro. Mas a melancolia, às vezes, é um consolo da tristeza. E isso só se tornou possível em razão da intervenção de Ernesto Pedroso, que desprovido de qualquer índole revanchista, fazendo sobrepor o seu amor pelo clube, esqueceu as ofensas que recebeu e que o obrigou a deixar a vice-presidência para a qual foi eleito. Foi Pedroso quem trouxe Carpegiani, que por sua vez remendou um time em farrapos.

Depois de resolver os interesses do Inter, o Coritiba precisa resolver os seus.