Em Tiago Nunes, um grande homem e um técnico de capacidade intensa vivem juntos. Bem por isso, a sua hierarquia perante os jogadores torna-se saudável, tão comum em treinadores e dirigentes do futebol brasileiro. O Furacão que ganhou a Sul Americana tinha a mesma excelência daquele campeão de 2001. Com Léo Pereira e Thiago Heleno, a zaga era um pedestal; com Lodi, Raphael Veiga e Nikão, criou uma onda mortal dentro da Baixada; e, com Pablo, havia um time para o padrão brasileiro, quase perfeito.

O mercado interveio para levar Veiga e Pablo. Quando o meio foi acertado com Camacho, um inimigo invisível estava dentro do CT: a própria diretoria que permitiu a manipulação de remédio proibido pela FIFA. Então, o doping colheu Thiago Heleno e Camacho, e empurrando-os para o exílio, desmanchou todo o trabalho de reorganização tática.

Sem Lodi, com Nikão jogando com a cabeça nas Arábias, não é fácil um treinador recompor o time para derrotar o poder do Flamengo, obrigando-se a recorrer a Robson Bambu, Cittadini, Bruno Nazário, Marcio Azevedo, Marcelo Cirino, e com o risco de usar Tomás Andrade e Braian Romero.

Qualquer treinador que tinha tudo e ficou com pouco, perderia a fé. Esgotam-se somente em Tiago Nunes, as razões para as fases de recomposição que o Athletico passa desde dezembro de 2018.

O que é?

Ninguém entendeu a razão do presidente Samir Namur se escalar para a entrevista após a vitória do Coritiba sobre o São Bento. O time havia ganho no tranco, com um gol de mão (o do Rodrigão), vaiado, e Namur apareceu. Antigamente, quem fazia isso, era chamado de cara de pau.