No último domingo aconteceu a grande final da segunda edição do The Voice Kids, com o pequeno Thomas Machado, de apenas nove anos, sagrando-se campeão. E o gauchinho, sem deixar a tradição local de lado, arriscou durante boa parte do programa no sertanejo, conquistando uma grande parte do público.

Na primeira edição do programa, o sertanejo também levou a melhor, na voz do paranaense Wagner Barreto. Falar que o estilo musical já é um dos mais ouvidos no Brasil seria repetitivo. Porém, a criançada mostrou um lado diferente do estilo.

Ao contrário da versão adulta do programa, quando os cantores exploram, na maioria das vezes, músicas mais populares, no The Voice Kids o que chama a atenção é o famoso ‘sertanejo de raiz’. A criançada, claro que muito por influência dos pais, leva aos palcos canções antigas, mas que nunca saem de moda, e acaba cativando o público.

É aí que surge o gosto por cada gênero. Em casa, normalmente os filhos começam a ouvir as músicas que os pais gostam. E o sertanejo mais antigo, aquele que vem, de fato, do interior, da viola. E esse sim passa de geração em geração.

Não quero aqui criar um conflito raiz x universitário, até porque eu mesmo, particularmente, gosto do sertanejo mais atual e cada um com suas preferências. Mas é difícil imaginar daqui tantos anos qual música que fez sucesso nos anos 2000 se tornará um marco daqui algumas décadas. Já os pioneiros sempre serão lembrados.

Talvez daqui a algum tempo, com a nova geração sendo a referência musical para os filhos, os novos cantores acabem ganhando mais relevância. Mas quando se pensa que nas baladas a raiz faz parte do show, é sinal de que uma mudança radical é quase impossível.

Shows

Amanhã, Thaeme & Thiago se apresentam no Wood’s, enquanto na sexta-feira é a vez de Henrique & Diego subirem ao palco do Victoria Villa.