Na década de 90, o jiu-jitsu chegou ao estado do Paraná. A capital, Curitiba, foi a escolhida por treinadores do Rio de Janeiro para ensinar a arte suave nas terras das Araucárias. Em 1996, o mestre Rillion Gracie montou a academia Gracie Barra no bairro Cabral e de lá pra cá centenas de paranaenses puderam aprender um pouco mais sobre o jogo de solo.

Mais tarde, a academia foi vendida para Carlos Gracie Jr, que a colocou sob o comando de Hélio Soneca e Gutty Muggiati. Em 2003, Gutty se transferiu para os Estados Unidos e a Gracie Barra ficou com o campeão europeu Rodrigo Pimpolho. No último fim de semana, o “ex-comandante” voltou a Curitiba para a comemoração dos 20 da Gracie Barra no Paraná.

Leia mais: Curitibano fatura o Europeu de Jiu-Jitsu

A confraternização foi marcada por tatame cheio e, é claro, muito jiu-jitsu. “O evento foi muito bom, superou as minhas expectativas e tinha mais de 400 pessoas. Eu vi amigos de 15 anos atrás. É difícil você ver tantas pessoas juntas novamente. Foi muito legal”, destacou o mestre Rodrigo Pimpolho, que ressaltou o verdadeiro papel da arte suave para a sociedade.

“As artes marciais mantém os laços de amizade, se estendem por longos anos e nos faz conviver cada vez melhor. É muito importante também o reconhecimento feito ao Gutty, principalmente, pelo início da Gracie no Paraná”, frisou o atleta e treinador.

20 anos depois, a Gracie Barra se notabiliza como uma das principais equipes no Paraná. Atualmente, são nove equipes espalhadas pela Grande Curitiba, fato que é muito comemorado por Pimpolho. “Foi muito dura a batalha até aqui. Ter tudo isso hoje é de se orgulhar. Fico muito feliz de ter essa oportunidade de participar desse momento histórico”, ressaltou o mestre.