Peço perdão a todos que se ofenderam com a minha matéria, e principalmente a todos que leram apenas o título. O título foi provocativo e você pode ter visto como ofensivo. Lá eu enfatizei que gosto e não quero que nenhuma academia esteja fechada. Mas elas estão!

Nesse ano todos perdemos muito, existem muitas dores, econômicas e dores de vidas perdidas. Muitos falaram que por ter um pensamento contrário da maioria eu não represento a profissão. Que o meu corpo não é um “corpo de profissional de educação física”.

Não ligo nenhum um pouco. Estou aqui para fazer o que acredito e colocar a minha voz no mundo. Não estou aqui para agradar absolutamente ninguém.

Enxergo há um bom tempo a forma disruptiva do exercício físico e todas as formas que ele é tradicionalmente apresentado. Principalmente para a parcela da população que não faz exercício ou para aquele que não quer se tornar um super sarado da academia, quer apenas emagrecer, melhorar a saúde e aumentar a disposição.

Sempre enxerguei o exercício além da mera reprodução, como ele é apresentado até hoje, simplesmente mais uma cópia. Sempre tentei enxergar o que o cliente realmente quer quando decide iniciar um programa de exercícios.

Dessa maneira evolui meus métodos, meu trabalho e o meu acompanhamento.

Tradicionalmente vejo que a educação física vem trabalhando apenas para as pessoas que já gostam de exercício. As academias continuam vendendo apenas exercício físico e o espaço.

Vocês já pensaram por que um aluno “comum” paga academia? Não é para apenas usar a academia. A maioria das pessoas tem dois desses três desejos:

1- Resultado.

2- Acompanhamento (acolhimento).

3- Sociabilização.

Essas três coisas você pode fornecer para o seu aluno independentemente do seu espaço físico. Mas você precisa parar e analisar aluno por aluno, qual o desejo dele. Ele provavelmente não irá falar e você precisará buscar mais fundo.

Na forma disruptiva o que você poderia fazer por ele? Não adianta fazer mais do mesmo, live no Instagram de aula. O que você pode fazer a mais, que a maioria não está fazendo? Ou procurar o que está realmente funcionando no seu mercado.

Os motoristas de taxis quebraram os carros dos motoristas de aplicativo, lutaram contra, mas há novas formas de trabalho chegando todos os dias. Ou você se atualiza, dá um passo a mais, aprende com isso, ou fica para trás.

O meu texto e vídeo foram provocativos sim. O título foi para chamar a atenção, para causar uma reflexão no modo atual de entrega de exercício físico. Esse foi o tema central apresentado e talvez você tenha perdido essa parte porque leu apenas o título, com os olhos cheios de ira.

Eu entendo a importância das academias, a importância de todo o comércio aberto, e vejo a academia como um lugar seguro. Muito mais seguro que um ônibus, um mercado ou uma farmácia. Eu entendo a sua revolta, compreendo o contexto em que isso tudo está ligado. Mas eu não preciso pensar e concordar contigo, não sou obrigado a pensar como a maioria pensa, assim como você não deve pensar e nem concordar comigo.

Não sou o culpado por tudo estar fechado e continuo achando que o mais importante é a pessoa praticar exercício físico sim, prescrito ou acompanhado por um profissional, que realmente gere resultado e que ela possa ter um meio de se socializar.

O objetivo do texto não foi de forma nenhuma ofender a ninguém, mas sim de trazer essas novas perspectivas.

Longe de mim ser o dono da verdade, mas tenho coragem de falar e trazer aqui novas perspectivas, coisas que eu construí com a minha experiência prática, com os meus estudos e com as minhas reflexões.