Teve um tempo que trabalhar na Globo era sonho de muito ator, jornalista e comunicador. Nos últimos tempos estamos vendo uma debandada voluntária dos chamados globais. Nessa semana, o repórter Phelipe Siani e sua namorada, Mari Palma, pediram demissão.

Em 2017, Evaristo Costa, no auge da carreira na emissora, pediu as contas e foi passar uns tempos na Europa para um período sabático. Agora fatura com publicidade e figura na CNN Brasil, aliás esse deve ser o mesmo rumo de Siani e Mari. O casal ainda não confirma nada.

As redes sociais abriram muitas possibilidades para atores e jornalistas, isso sem contar com o streaming, caso do sistema da Netflix, que produz séries, filmes e tudo mais para quem está sem o espaço nas grandes emissoras.  

Nos anos de 1980 e 90 atores de primeira linha e do jornalismo deixavam a Globo mesmo no auge da carreira. O caminho predileto era a TV Manchete, já extinta. O falecido ator e diretor José Wilker, por exemplo, deixou a Globo, após o sucesso retumbante de Roque Santeiro, em 1985. Roque é considerada por muitos uma das três melhores novelas da história da tv brasileira. Lídia Brondi, que também fez sucesso na mesma novela, seguiu o mesmo caminho de Wilker, assim como boa parte do elenco que se destacou na trama de Dias Gomes. Todos foram para a Manchete.  

Eliakim Araújo, também falecido, deixou a Globo no auge, juntamente com sua esposa na época Leila Cordeiro.  O jornalista apresentava Jornal Nacional e Globo Repórter e seguiu para a Manchete. Eliakim e Leila saíram da emissora juntos 1989, como fizeram agora Phelipe Siani e sua namorada, Mari Palma, e foram apresentar o Jornal da Manchete, que tinha como público-alvo as classes A e B.