Quem viveu nos anos 90 sabe que as referências da época estão na trama das 19h da Globo Verão 90. É a fita VHS, telefone fixo, dance music, a Brasília Amarela dos Mamonas Assassinas, uma espécie de MTV brasileira, Plano Real, lambada e Humberto Martins no papel do cara que quase sempre está sem camisa nas cenas. Enfim, são vários detalhes misturados ali.

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No começo, incomoda ver tudo isso misturado sem precisar as datas dos fatos. Mas, vá lá! É ficção e não precisa reproduzir tudo fielmente. Essa colagem de referências dos 80 e 90 é que prende o telespectador. Os mais velhos, na casa dos 40 anos, como eu, vão sempre ter uma história para lembrar: “eu usava aquela roupa”, “eu fazia isso também”, “eu também sumia assim e ninguém ficava sabendo onde eu estava porque não tinha celular”, “eu fui num show do Double You”.

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Por outro lado, os mais jovens podem entender como era o mundo mais analógico, menos ansioso, no qual a gente não tinha a sensação (falsa até hoje) de que estamos no controle de tudo. Tinha que esperar a ligação ou ir atrás da pessoa onde quer que fosse. Tinha que correr o risco. Tudo era mais demorado, menos previsível.

Bom, sobre em que ano se passa a história nem interessa mais! 90, 91, 92, 93, 94… é por aí. O fato é que o Brasil ainda nem era tetracampeão mundial de futebol – isso se concretizou em 1994, no Estados Unidos – e ainda tínhamos o Ayrton Senna brilhando nas manhãs de domingo. Mas isso é palpite do colunista. E você, leitor, o que acha?

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