Muita gente diz que nenhum político presta ou que todos são corruptos. Quem diz isso está errado, porque tem uma percepção equivocada da realidade. Claro que existem diversos escândalos de corrupção. As dezenas de operações da Lava Jato, por exemplo, escancaram roubos bilionários.

Mas vamos por partes. Primeiro que toda generalização é burra. Não podemos dizer que todos são corruptos, que todos, sem exceção, desviam o dinheiro público. Porque isso não é verdade. E vamos fiscalizar, cobrar, ficar de olho para que práticas como essas sejam coibidas e, se ocorrerem, que os responsáveis sejam exemplarmente punidos.

O segundo ponto é que existe os maus e os bons em todas as profissões. É assim na Medicina, no Jornalismo, na Engenharia, na Psicologia etc. Na Política, também é assim. E como saberemos separar o joio do trigo? Acompanhando as ações dos políticos em quem votamos, questionando suas decisões, apoiando ou criticando, mas sempre fiscalizando.

Você até pode dizer “Ah, mas eu não tenho tempo”. Mas se você compra um produto estragado, você reclama, certo? Se você pede uma comida e ela vem fria, você reclama, certo? Cobramos e fazemos exigência pelo que pagamos, de produtos e serviços, certo? Então lembre que nós também pagamos – e muito bem – pelo serviço dos políticos, que é custeado com o dinheiro dos nossos impostos.

Aí vem outro problema. Essa relação mais próxima com a política não é cultural. Se tivéssemos na escola, seria mais fácil. Se estudássemos e soubéssemos, desde criança, quais as funções dos vereadores e dos deputados, quais os papéis do prefeito e do governador, qual a diferença entre a Câmara dos Deputados e do Senado Federal, tudo seria mais fácil. E só conseguiremos transformar isso com educação política. Por isso defendo que tenhamos educação política nas escolas!