Uma pessoa entra no ônibus e segue seu caminho para o trabalho. Durante o percurso, deixa a máscara cair no queixo e não parece se importar muito com isso. Como se não bastasse, a mão que usava para se segurar agora tem uma nova função: cutucar o nariz e, logo em seguida, o olho. E a mão volta ao cano. A cena é real e foi vista nesta semana no Ligeirão.

A responsabilidade da explosão dos números de casos confirmados da covid-19 nessas últimas semanas é de cada um que não se mantém firme nos cuidados para evitar a transmissão do vírus. Das duas soluções para a pandemia, estamos falhando em uma delas.

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Uma parte da população cansou dos reflexos difíceis em nossas vidas desse momento. Festas e baladas com aglomeração de jovens, adultos e até de idosos são registradas quase que diariamente em todo o país. Não está sendo fácil, como popularizou a cantora Katia. Mas não está sendo fácil para ninguém. São centenas de pessoas morrendo todos os dias.

Não à toa o governo do estado e as prefeituras foram obrigados a tomar medidas mais duras para barrar a velocidade de contaminação. Na terça-feira, participei de uma reunião de vereadores com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, em que ele relatou a abertura de 779 leitos exclusivos covid-19 em duas semanas. Todos foram ocupados praticamente no mesmo dia, como num estalar de dedos.

Também na terça, o prefeito Rafael Greca publicou um vídeo em que clama pela conscientização da população, pedindo que as pessoas tomem todos os cuidados necessários para evitar a transmissão do vírus. Nesta quarta-feira, na na Câmara Municipal de Curitiba, a secretária de saúde de Curitiba, Marcia Huçulak, reforçou o pedido para que as pessoas usem a máscara.

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E como a pandemia ainda não acabou, podemos superar essas dificuldades, respeitando os protocolos sanitários e garantindo medidas efetivas de seguir as nossas vidas sem correr tantos riscos. Equilíbrio é a palavra-chave.

E a outra solução? É a vacina. Mais de 400 mil pessoas já foram vacinadas em todo o estado. Vi várias fotos e vídeos dos idosos felizes em receber essa dose de esperança. Nessa, não vamos falhar. Com autorizações das câmaras municipais, os municípios poderão comprá-las e aplicá-las para salvar vidas.