Está na pauta do Congresso Nacional a possibilidade de alterar a forma de votação das eleições do ano que vem para os cargos de deputados estaduais e federais. A proposta, que está em tramitação e depende da aprovação dos parlamentares, é do chamado distritão, que prevê a eleição dos deputados mais votados em cada estado, independentemente dos pesos dos partidos.

Hoje a forma de eleição é diferente. Nem sempre os mais votados são eleitos. Os deputados e vereadores são eleitos pelo chamado voto proporcional. As vagas são proporcionais ao número de votos que candidatos e partidos recebem. Mas como assim?

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Vou te explicar: você pega o número total de votos válidos, ignorando brancos e nulos, e divide pelo número de vagas da Câmara Municipal, da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados. Na Câmara de Curitiba, são 38. Na Assembleia Legislativa do Paraná, são 54. Na Câmara dos Deputados, são 513. Esses números estão definidos pela Constituição Federal.

Depois dessa divisão, temos o chamado quociente eleitoral. Vamos supor que seja 20 mil. Aí nós pegamos o número de votos que os políticos de determinado partido receberam. Por exemplo: 100 mil. Isso significa que aquele partido tem direito a 5 vagas. Os 5 candidatos mais votados dentro daquele partido são eleitos.

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Na prática, o que acaba acontecendo hoje é que alguns candidatos são eleitos porque, mesmo com um número menor de votos, pertencem a um partido que teve uma grande votação. Com o distritão a compreensão fica mais fácil e cabe em poucas palavras: é eleito o mais votado. Ponto. Qual modelo você prefere?