As regras para ter ou não segundo turno nas eleições para prefeito estão previstas na Constituição Federal, portanto valem para todo o país – e também se aplicam para governadores e Presidente da República, portanto somente para os candidatos ao Poder Executivo. Vereadores, senadores e deputados estaduais e federais – cargos do Poder Legislativo – são eleitos em votação única.

Os artigos 29 e 77 da Constituição determinam que teremos segundo turno somente se nenhum candidato atingiu mais de 50% dos votos válidos (excluindo abstenção e votos brancos e nulos) e se a cidade tiver mais de 200 mil eleitores. Esse funil dá maior legitimidade ao chefe de estado, ou seja, o eleito conquista um número de votos ainda maior.

Dentro dessa regra, cinco cidades poderiam ter segundo turno no Paraná, mas só Ponta Grossa, com cerca de 350 mil habitantes, não elegeu o prefeito já no primeiro turno. Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel reelegeram, respectivamente, Rafael Greca (DEM), Marcelo Belinati (PP), Ulisses Maia (PSD) e Leonaldo Paranhos (PSC).

Ponta Grossa tem mais uma curiosidade: é a única cidade do país a ter um segundo turno com duas candidatas mulheres. E a disputa está quente e será decidida no último minuto. A pesquisa mais recente, do Instituto Paraná Pesquisas, aponta Mabel Canto (PSC) com 43,6% e Professora Elizabeth (PSD) com 43,1% das intenções de votos, com nível de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número PR-08980/2020.

Além de Ponta Grossa, eleitores de outras 56 cidades no país, sendo 18 capitais, voltarão às urnas neste domingo (29). E essa é a menor diferença entre os dois turnos da história das eleições no Brasil, apenas duas semanas – lembrando que as datas foram alteradas e promulgadas pelo Congresso Nacional em julho, devido à pandemia da Covid-19.