Todos nós pagamos impostos. Aqui nas cidades, nós pagamos o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) e o ISS (Imposto Sobre Serviços), por exemplo. Esse dinheiro arrecadado forma o orçamento do município.

Mas, para simplificar, vamos comparar ao nosso dinheiro. Trabalhamos para receber o nosso salário e tudo o que a gente ganha forma o nosso orçamento. Ou seja, o município também deve, assim como nós, planejar sua vida financeira e equilibrar o que ele arrecada com o que ele investe.

Para o planejamento pessoal, uma sugestão é anotar tudo na agenda, no caderninho ou no computador. Precisamos pensar no que daremos prioridade naquele mês, como saúde, educação, segurança, lazer e contas fixas (luz, água e gás, cartão de crédito, mercado, roupas), por exemplo. Nossa vida é assim, né? A vida do município também.

Mas aí não é uma, mas centenas de planilhas, reunidas em um documento chamado projeto de Lei Diretrizes Orçamentárias (LDO), ou seja, uma proposta que estabelece quais áreas são prioridade no investimento do dinheiro arrecadado com os impostos.

Essa tal de LDO define justamente as diretrizes do orçamento: Saúde, Educação, Segurança, Transporte Coletivo, Mobilidade Urbana, Meio Ambiente, etc. E é muito importante você participar da consulta pública. É nela que você pode sugerir se prefere mais médicos ou remédios, se abre mais unidades de saúde, se aumenta o número de vagas nas creches, se reforma a escolinha, se aumenta a segurança na região onde você mora ou trabalha, enfim…

É você ajudando a definir o que fazer com aquele dinheiro do imposto que você já pagou. Na próxima semana, continuaremos falando do orçamento do município e da importância de nós participarmos e construirmos juntos uma cidade melhor. Conto contigo. 

Não perca:

>> Para onde vai o dinheiro dos nossos impostos – Parte 2

>> Para onde vai o dinheiro dos nossos impostos – Parte Final