Com certeza você já ouviu casos de gente que cortou relações com familiares e amigos por causa de opiniões relacionadas à política, certo? Mas isso nunca aconteceu ao discutir sobre os times de futebol, sobre religião, sobre algum assunto particular de algum parente. Ou, se aconteceu, convenhamos que é bem mais raro, né? Mas por que com a política é diferente?

A palavra política tem sido demonizada por muita gente. Como se a política fosse a pior coisa do país ou como se fosse ela que estragasse relações interpessoais. Não é. O problema é conosco. Somos nós que não temos educação política: não estudamos isso nas escolas, não conhecemos a fundo os conceitos, as funções dos órgãos públicos, os papéis de cada agente político…

E assim, com o nosso desenvolvimento, não temos maturidade para ouvir opiniões diferentes das nossas. Quando não concordamos com uma opinião contrária, não conseguimos ouvir e procurar entender o contexto, as razões, os fatos e, principalmente, os argumentos apresentados. O diálogo fica mais truncado. Em algumas vezes, o tom sobe e pode terminar numa discussão mais acalorada ou até numa briga.

Mas por que não podemos simplesmente procurar argumentos convincentes e dialogar, tranquilamente, com as outras pessoas? Ou então, melhor ainda: por que não, entre um almoço de família e outro, anotar os tópicos, pesquisar os fatos a fundo, encontrar melhores argumentos e retornar no assunto para ganhar aquela discussão?

O debate sobre política hoje é muito superficial. E depende de cada um de nós. Entenda que é um ciclo: entendendo melhor a política, vamos debater, apontar o que está bom e o que está ruim, avaliar benefícios e prejuízos e, no fim, escolher os nossos melhores representantes. Pelo voto, que é nosso dever e também nosso direito! Mas para chegar lá, temos um longo caminho pela frente. E ele começa na educação política.