O ser humano é muito visual. Tanto que especialistas do Instituto Óptico dizem que mais de 80% de toda informação que captamos do exterior é transportada até o cérebro pela visão, ou seja, somos todos visuais. Quem sou eu para contrariar a ciência!

Vivemos um momento extremamente delicado em que tudo que publicamos, escrevemos ou até a forma com que nos apresentamos gera impactos na sociedade como um todo. Mas, afinal, o que isso tem haver com a minha imagem pessoal?

Tudo!

Primeiro que é impossível se esconder nos dias de hoje. Somos todos pessoas públicas. É status do Whatsapp, Instagram, Facebook, Linkedin ou basta ter um e-mail que o Google já entrega muitas informações a seu respeito.

“Ah, Gabriel, só que a forma com que me visto ou o que público nas minhas redes sociais não tem a ver com a minha capacidade de gerar resultados para uma empresa.”

Concordo. Só que você precisa entender algumas coisas importantes sobre seu posicionamento de marca pessoal e o tipo de empresa que deseja trabalhar. É um casamento. Por isso, a pesquisa sobre a empresa, sua cultura organizacional, como ela se posiciona são atitudes importantes para se tomar antes de se candidatar. Isso facilita o famoso “match” na entrevista.

E quando não acontece esse “match”, é muito mais culpa do candidato, que se apresentou de uma forma X, ocultando ou até mentindo sobre si para uma empresa, do que do próprio empregador, que na verdade estava buscando um candidato Y.

Isso não tem relação com preconceito ou discriminação, mas sim com propósitos e posicionamentos diferentes.

>>> Escrevi no artigo “Seis dicas sobre como fazer a gestão da sua “marca pessoal” na Internet” alguns toques que vão te ajudar a se posicionar e a encontrar a empresa ideal para você.

No item “definir a persona” existe uma relação sobre identificar quais os tipos de empresas mais se adequam ao seu perfil pessoal, profissional, comportamental e cultural. Se a empresa tem o propósito que você está buscando e se ela está pronta para te receber.

Utilize todas as redes sociais para pesquisa (Instagram, Facebook, Linkedin e até o Tik Tok) e se tiver oportunidades ou contatos dentro destas organizações, não se acanhe em perguntar sobre a empresa. Quanto mais informação, tiver melhor será a escolha.

Agora, de nada adianta pesquisar sobre as empresas se a sua imagem pessoal não agregar em nada. Você tem que ter um posicionamento definido como profissional totalmente alinhado aos seus anseios e objetivos pessoais. 

Uma dica importante é se fazer presente nas redes sociais mesmo em perfis pessoais de forma clara e objetiva. No artigo “4 primeiros passos para desenvolver sua marca pessoal”, no item “Quem é você? Qual a sua história, seus valores e a sua missão” eu falo sobre a finalidade de entender e compreender quem é você como marca, o que construiu até aqui e o que deseja construir a partir deste momento.

Deixe isso tudo claro e público, para que as empresas encontrem todas estas informações de forma clara e objetiva.

2021 está nos 48 do segundo tempo já e muitos pensam: “Ah, ano que vem eu começo”. Aí está o erro. A construção da sua imagem pessoal/profissional começa hoje, com pequenas decisões sobre o que eu vou postar, compartilhar, dividir ou como vou me comportar no atual trabalho. Não deixe para o ano que vem o que pode começar hoje.

Apesar da situação sócio econômica que o país vive, muitas oportunidades estão aparecendo para quem está preparado e aparecendo para o mercado.

Todos nós compramos e adquirimos bens e alimentos muitas das vezes pela imagem. Então, entenda que as empresas também contratam muito baseado no que elas enxergam sobre você.


Eu sou Gabriel Valter Pianaro de Souza, consultor e mentor de Marketing e Personal Branding