Cada esporte tem seu estilo e exige dos jogadores características distintas. Hoje quero falar do vôlei que é o esporte mais coletivo entre todos os demais. No vôlei em cada sequência de jogada cada atleta toca na bola apenas uma vez em três, e são apenas 6 jogadores em quadra, ou seja, 50% da equipe participa. Um erro, um uso da força errada, desatenção ou aquele dia que o atleta não acerta nada vai atrapalhar o desempenho de toda a equipe.

Não existe jogada individual no vôlei como no futebol que o atleta toma a bola e resolve sozinho uma partida ou em algumas jogadas. No vôlei para o atacante colocar a bola no chão ele precisa que a defesa entregue a bola de forma correta para o levantador que também terá que ter a habilidade de deixar a bola na altura correta para o atacante. A coletividade é essencial para o sucesso do time. Um talento não irá resolver sozinho.

Questionável este ponto de vista? Sim como tudo que estudamos e lemos.

Quem me apresentou esta teoria foi o ex-jogador de vôlei Roberto Minuzzi em uma palestra num evento do Masterboard em Curitiba no último dia 25/01.

Com Roberto Minuzzi

Para quem não conhece Roberto Minuzzi é ex jogador de vôlei e traz em seu currículo títulos importantes no âmbito nacional e internacional, possui conquistas importantes atuando pela seleção brasileira desde a categoria de base quando participou do Mundial Infanto-Juvenil na Arábia Saudita em 1999, medalha de prata no sul-americano juvenil em 2000 na Venezuela e ouro no Mundial Juvenil de 2001 na Polônia.Foi tetracampeão da Liga Mundial pela seleção brasileira adulta nos anos de 2003, 2004, 2005 e 2007, hoje é Vice-Presidente do Boltoro Group uma venture builder  e no último dia 14/01 foi anunciado como novo presidente do Clube Atlético Tubarão de Santa Catarina. Fonte Infosul.

Como sou apenas um atleta amador de várias modalidades e não um especialista da área não irei opinar com a afirmação do Minuzzi que tem muita propriedade, estudo e experiência para falar sobre o tema.

O que me chamou a atenção foi quando Minuzzi durante a palestra fez um comparativo na forma como lidamos com as pessoas em âmbito profissional comparado a um time de vôlei.

Cada jogador é peça fundamental na sequência de uma jogada como os funcionários de uma empresa que vou chamar de equipe agora.

Quantas reuniões de alinhamentos não realizamos com nossas equipes? Encontros para feedback individuais que são um tormento na cabeça das pessoas.

Nossas equipes não podem ser tratadas como robôs, e sim como uma equipe formada por pessoas que tem características distintas. Cada um é único e não cópias de outros. Por isso quero te questionar algo importante.

Você gestor já parou para ouvir seu time? Você conhece as pessoas do seu time?

É muito fácil darmos ordens coletivas (de novo o comparativo com o esporte), apresentarmos fluxos e processos para todos só que você não conhece cada um deles, aí o resultado não vem e qual a sua decisão? Trocar as pessoas.

Parece clichê o que estou escrevendo certo? Sim é.

Só que no dia a dia da rotina os gestores não param para analisar este detalhe que vai fazer a maior diferença no resultado. Assistimos palestras, ouvimos em podcast, lemos em colunas, assistimos lives no Instagram e quando vamos jogar não aplicamos.

Aprender a lidar individualmente cada atleta da sua equipe, compreender o dia em que um deles não está bem, não o escalar ou cobrá-lo e que tem outro dia que poderá aproveitar o seu máximo o resultado será uma consequência e você terá uma equipe motivada e preparada.

Fica a reflexão se você gestor quando escala a sua equipe para jogar observa a individualidade e a capacidade de cada um. Crie em sua rotina um momento para conhecer cada um deles.


Roberto Minuzzi obrigado pela palestra sensacional e agradeço a Nexcore por me escolher para representá-los na palestra.

Eu sou Gabriel Valter Pianaro de Souza, Head Of Marketing Comunications, consultor e mentor.