A 91ª do Oscar foi marcada por representativa. Grandes produções indicadas levavam teor político, de protesto e de reflexão social. Não só “Pantera Negra”, “Green Book – O Guia” e “Infiltrado na Klan”, mas o curta “Ovelha Negra” e o longa “Se a Rua Beale Falasse” retratavam sobre luta contra o preconceito racial.

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O feminismo marcou presença com o documentário sobre a história da juíza Ruth Bader Ginsburg, a americana de 84 anos é conhecida pela luta de direitos da mulher nos EUA. O documentário em curta-metragem vencedor, “Absorvendo Tabu”, obra original da Netflix, retrata sobre a falta de educação sexual e o desconhecimento da menstruação em comunidade da Índia. “Roma” se une na causa feminina, mas também mostra o conflito social e, por fim, “A Esposa” traz a personagem de Glenn Close refletindo sobre o papel da mulher no casamento denunciando o patriarcalismo e o sentimento de inferioridade perante ao marido.

O Retorno de Mary Poppins. Foto: Divulgação

A animação “Ilha dos Cachorros” se junta com a produção de Alfonso Cuarón e também faz alerta sobre segregação. Até “O Retorno de Mary Poppins” luta pelos direitos de uma classe, a do trabalhador. O terror “Um Lugar Silencioso” já faz polêmica pela censura de informação, junto com “Vice” que distorce fatos políticos para aterrorizar e manter controle da sociedade americana.

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“Bohemian Rhapsody” e “A Favorita” retrataram o relacionamento homoafetivo dos personagens. Outra produção que entra nessa temática foi “Marguerite”, o curta-metragem revela a supresa de uma senhora ao descobrir que sua a enfermeira namora uma mulher.

Homem-Aranha no Aranhaverso. Foto: Divulgação

“Homem-Aranha no Aranhaverso”, que inclusive ganhou de Melhor Animação, e “Border” traz reflexão sobre autoconhecimento, autoconfiança e a busca pela própria identidade.

Pode não ser uma das maiores premiações, mas a cerimônia, assim como as edições anteriores, vai ser marcada por premiar filmes que utilizam a sétima arte para denunciar os problemas sociais que assolam a humanidade há tempo.