Ficamos pelo caminho de novo. Não temos uma universidade entre as vinte melhores do Brasil. Conta a matéria de O Estado de terça-feira, da repórter Luciana Cristo: “Pelo segundo ano consecutivo, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) é a principal colocada entre as universidades paranaenses no Índice Geral de Cursos das Instituições (IGC), avaliação para as instituições de ensino superior (universidades, centros universitários e faculdades) do País, divulgado ontem pelo governo federal. A UEM passou da 29.ª colocação ocupada no ano passado para 21.ª na medição deste ano entre as 179 universidades brasileiras avaliadas. (…) Na outra ponta do ranking, nove instituições de ensino superior caíram na “malha fina’ do Ministério da Educação (MEC). Entre elas estão duas paranaenses: as Faculdades Integradas Espírita, em Curitiba, e a Faculdade de Educação Física de Foz do Iguaçu”.

Entre as vinte melhores, nada. Entre as nove piores, duas. São péssimas notícias, que inclusive obscurecem o importante crescimento da Universidade Estadual de Maringá e a presença de outras quatro instituições do Estado com grau 4 de avaliação – as universidades estaduais de Londrina, Ponta Grossa e do Oeste e a Universidade Federal do Paraná.

Precisamos olhar as informações divulgadas pelo Ministério da Educação e pensar em dois caminhos. Primeiro, que o ensino público tem qualidade, mas pode melhorar. Em entrevista a O Estado, o reitor da UEM fala nos investimentos a longo prazo. São fundamentais, mas também é importante o aparelhamento imediato, resolvendo problemas simples e fazendo com que o nível de ensino melhore rapidamente.

De outro, a necessidade de evolução em nossas entidades particulares. Temos alguns grandes grupos educacionais, com reconhecimento nacional e até internacional. Eles merecem todo o respeito da sociedade paranaense, mas precisam “mostrar serviço” logo, pois têm mais dinheiro para investir que as universidades públicas. Elas podem acelerar o desenvolvimento, e possibilitar uma revolução no ensino do Paraná.