A verdade que Luiz Inácio insiste em vender Brasil afora tropeça nas mentiras. Num país de milhões e milhões, fala para uma plateia cada vez menor, mormente aglomerada em frente ao seu carro de som. Militantes que fecham olhos e ouvidos pra continuar com a mesma versão que outrora levou um arrojado líder sindical ao poder.

Quem está criando cultura do ódio é ele mesmo. Que enxerga autoridades de várias esferas trabalhando exclusivamente para acabar com o mito metalúrgico indefeso. Não é assim que as coisas funcionam. Nem de longe é realidade que retrata a luta contra a corrupção que está limpando a nação.

Lula se criou surfando na mídia, que hoje chama de golpista. Sua imagem foi construída nas ondas televisivas, de rádio e páginas de jornais que ele sempre adorou ocupar. Soube como ninguém pilotar plateias, com microfone em riste.

Mas sua audiência, atualmente, é rasteira. Sua prisão provou, mais uma vez, isso. Refugiado no sindicato que ajudou a construir, estimulou o coitadismo pra se ver protegido por um cordão de pessoas. Tentaram impedir a lei de ser cumprida. Melhor: que um acordo fosse levado a cabo.

Continua

A detenção de Luiz Inácio não finda a Lava Jato. Os petistas de carteirinha teimam acreditar nisso. O tempo vai engasgá-los. Só pra registrar, algo que as audiências deram pouca importância na semana que passou. No mesmo dia em que o Lula se escondia, a Polícia Federal prendeu Paulo Preto, ex-diretor da Empresa Paulista de Infraestrutura Rodoviária, a Dersa, e considerado como operador do PSDB.

Mas, independente das esferas oficiais, o que os petistas teimam não enxergar é que o coração central da indignação do povo brasileiro não é Luiz Inácio. Ele certamente é um dos protagonistas, por tudo o que está sendo provado contra ele. Mas há outros. Que vão cair, estão caindo ou já explodiram.

Lula agora é personagem central, tão somente, da sua história. Que teve boas passagens, diga-se, sujas por ele mesmo. Do silêncio do seu cárcere, aqui em Curitiba, ele não pode culpar ninguém por isso.