A democracia está em risco quando as pessoas são enganadas. O estado democrático de direito fica frágil quando subterfúgios são utilizados para forçar falso entendimento dos fatos. As liberdades individuais perdem espaço quando corrompidas. Luiz Inácio da Silva é, atualmente, personagem central negativo dessa história. Mesmo assim, seu poder sobre séquito ainda volumoso impressiona.

O Partido dos Trabalhadores (PT) ludibria os brasileiros quando diz que Lula é candidato. Oficializou o estado de enganação ao registrar seu líder maior como presidenciável. Mesmo sabendo que ele está atingido pela Lei da Ficha Limpa. É preciso que se diga de maneira bem clara: não, Lula não será concorrente ao Planalto em outubro, por ter contra si condenação confirmada em colegiado de segunda instância. É o que diz a lei.

A presidente nacional do PT, senadora paranaense Gleisi Hoffmann, ofuscou a Justiça Eleitoral ao omitir documento que demonstra a inelegibilidade de Lula, no ato oficial de registro da candidatura. Por que as certidões positivas do Tribunal Regional da 4ª Região e da Justiça Federal do Paraná não constavam na pasta entregue no protocolo do TSE?

Luiz Inácio cumpre pena por ter recebido vantagens indevidas, materializadas no tríplex do Guarujá, fruto de dinheiro desviado de obras e projetos da Petrobras. É réu em processo semelhante, que tem agora o sítio de Atibaia como enredo. Há também processo sobre guarda de documentos e artigos pessoais de sua fase pós-presidencial. Está prestes a virar réu em outra dezena de casos.

Todas essas broncas são motivadas por suspeitas de corrupção. Dinheiro limpo, que deveria servir à população brasileira, mas que se torna sujo garantindo mordomias e vida farta a pessoas que fazem da vida pública o seu parque de diversões. Como alguém já condenado por usurpar recursos que poderiam garantir sobrevivência melhor a cidadãos de bem, ousa falar em liberdades individuais? Ainda mais detido em cela de luxo, de “estado maior”.

Realidade

Por tudo isso, Lula não está na disputa pelo Planalto. Mas inequívoco é seu poder. Na primeira pesquisa (*) feita pra avaliar isso, fez Fernando Haddad saltar de 7% para 15% quando este aparece como ungido pelo mestre.

E aí? No final das contas, quem decide é você. Boa sorte!

 

 

(*) Pesquisa encomendada pela XP e realizada pelo Ipespe entre 13 e 15 de agosto, por telefone, com 1 mil pessoas. Margem de erro de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Abrangência é nacional. Nível de confiança 95,45%. Registro no TSE: BR-02075/2018.