Não existe fórmula mágica para poupar. Cada um pode fazer de seu jeito.

Porém, se não há planejamento e você simplesmente faz um corte aqui e outro ali e torce para que no fim do mês sobre algum dinheiro, aí, meu amigo, boa sorte!

Pra fazer poupança é preciso planejamento e método. Mas não precisa ser nada complicado, que exija tempo ou um nível de detalhes enorme.

Existe um “conceito” chamado de Fórmula do Orçamento Equilibrado que considera as finanças o que entra e o que sai – tendo como foco os grandes números.

O conceito básico consiste em dividir sua renda mensal líquida (descontado o imposto de renda e INSS) em três, com diferentes percentuais para cada uma das categorias de gastos.

Uma boa proporção deve ser:

  • 50% para os gastos necessários, como aluguel, prestação da casa própria, condomínio, conta de luz, alimentação, plano de saúde, etc. Enfim, o que é necessário à sobrevivência. É recomendável, no entanto, tentar manter estes gastos numa proporção menor, se possível em 35% da renda líquida;
  • 20% em reservas financeiras previdência privada para a aposentadoria e para a faculdade dos filhos, reserva para emergências, alguma poupança planejada para uma viagem, troca de carro, etc;
  • 30% para o consumo em supérfluos roupas, TV a cabo e celular (sim, dá para viver sem isso se for preciso), cinema, jantar fora, etc.

O grande segredo do planejamento financeiro pessoal consiste em determinar o que é “essencial” e o que é “supérfluo”. Muitas pessoas têm gastos que consideram essenciais, mas que, na verdade, poderiam ser reduzidos ou até eliminados.

Não se trata de viver como um mendigo ou deixar de gastar com lazer e com pequenas “extravagâncias”, mas de manter um equilíbrio, sem distanciar-se demais do planejamento financeiro a que se propôs.

Existem formas de criar uma reserva financeira para o futuro:

  • Não tem como reduzir seus gastos necessários? Tente aumentar seus rendimentos. Existem algumas épocas na vida em que isso é possível! Arranje um segundo emprego, dê aulas à noite. Inclusive quando se está ganhando dinheiro, reduz-se o tempo disponível para gastá-lo…
  • Sempre que possível tente postergar as grandes compras se para isso for necessário pagar juros bancários! Por exemplo: se os juros do financiamento da casa própria representarem mais do que o aluguel que você está pagando hoje, espere um tempo e guarde mais dinheiro para pegar um financiamento menor!
  • Nunca financie no cartão de crédito!
  • Melhor do que cortar o “cafezinho” é adotar uma postura mais econômica.Isto é, tentar viver sempre um pouco abaixo do padrão de vida que você gostaria de ter. Compre um modelo de carro um pouco mais simples do que aquele que você desejaria ou more em um imóvel um pouco menor.
  • Poupar não é o mesmo que investir! É claro que simplesmente guardar o dinheiro é melhor do que nada, mas quando você investe faz o dinheiro gerar mais dinheiro. Se você não é especialista em investimentos, certamente não terá tempo ou conhecimento para fazê-lo sozinho. Então, identifique profissionais que cuidem disso para você, nunca deixando de acompanhar os resultados!

E quando o assunto é previdência, procure um equilíbrio. Não deixe de viver o hoje, pensando só no amanhã. Mas também não esqueça dele!

Não se iluda, na velhice você ainda terá despesas necessárias e muito mais tempo para o lazer…