Há 2020 anos, nesta época, Jerusalém fervilhava. Não era uma data especial, mas nas ruas as pessoas estavam ansiosas, inquietas e apressadas. O motivo: os profetas falavam na vinda de um Messias ou de um Rei que os salvaria. A salvação era interpretada de diferentes formas: uns, do jugo romano, alguns dos dogmas religiosos e outros, da ignorância, da escuridão intelectual e da maldade que predominava.

O Messias chegou. E era especial. Pobre, sem escolaridade nem poder, sem meio de comunicação que não fosse sua voz, sem transporte adequado. Não morou em palácios e sempre foi pobre, mas digno. Nele nunca houve vaidade. O único bem pessoal que possuiu em vida era uma túnica velha com a qual foi enterrado em uma cripta cedida pela piedade de um amigo após ser injustamente condenado e brutalmente morto.

Entretanto, esse homem simples tinha poder imenso, derivado do amor em seu coração e da sua palavra. Sozinho difundiu uma mensagem que sensibilizou metade da humanidade e atravessou 20 séculos intocada. Mensagem de amor ao próximo, de paz, de bondade, de altruísmo e da predominância do espiritual ante o material.

Lembrem-se: podemos sempre mudar a nossa forma de encarar a vida e de enxergar o mundo, já que dominamos nossa mente. Talvez seja o momento, quem sabe?

Desejo, sinceramente, que tenhamos mais amor e paz do que posses, fama e poder no próximo ano.

E que paremos de correr atrás do que não vale a pena. Talvez a Pandemia nos ensine isso! Basta pensar no que não aguentaríamos perder. É aí que está nossa verdadeira vida e felicidade.