A Previdência Social, aquela do INSS, é financiada pela contribuição do segurado e, quando ele trabalha com carteira assinada, também pela contribuição de seu empregador.

Em tempos de muito desemprego, como vivemos agora, o Governo precisa estimular quem dá emprego e uma forma de fazer isso é reduzindo os impostos cobrados das empresas que mais empregam.

Acontece que, atualmente, justo aquelas com quadro de pessoal numeroso pagam mais encargos que as automatizadas. Que ironia! Quem mais emprega, gasta mais, pois tem que recolher 20% sobre o total da folha, para o INSS.

Tentou-se taxar o faturamento, como alternativa. Também não deu certo, pois cometeu-se injustiças ao beneficiar alguns setores produtivos.

O financiamento da previdência não poderia estar fora das discussões da reforma, pois não podemos ignorar a inovação tecnológica, a automação, a informatização e as plataformas digitais.

Minha proposta: diminuir o teto do INSS dos atuais 5,8 salários para 3 salários mínimos. Já que vai diminuir o teto, diminuir as alíquotas dos empregadores e trabalhadores e permitir que todo trabalhador- até o que ganha 1 salário mínimo- possa usar 3% do FGTS mais a economia da sua contribuição atual e a do seu empregador, para aplicar numa previdência privada de sua livre escolha. Poder trocar a rentabilidade anual do FGTS de TR mais 3%, por uma rentabilidade média 2 a 3 vezes maior na previdência privada.

Por que isso? Simples: a previdência privada paga juros, tem rentabilidade, e o INSS não. O INSS só reajusta pela inflação. O trabalhador teria uma aposentadoria melhor do que tem hoje e não colocaria todos os ovos na mesma cesta. Até porque a cesta da previdência social está furando.

Uma democratização da previdência privada e um Plano B para a velhice de todo trabalhador brasileiro.

Por fim, esta é uma forma de todos os trabalhadores se beneficiarem do capitalismo e do crescimento da economia.