Alvim Tofler, em seu livro “A terceira onda”, de 1980, prognosticou o trabalho no momento atual.

Para ele, a primeira onda- a revolução agrícola- e a segunda onda- a revolução industrial- dariam lugar à terceira onda- a revolução da informação e da tecnologia, que mudaria o cotidiano das pessoas, empresas e nações, quando a fábrica e a máquina não seriam mais o centro de tudo, mas, sim, o lar.

Esse tempo chegou. Conectados o tempo todo, os tablets e smartphones são instrumentos de produção.

Graças à Internet podemos estar em casa e em todo lugar ao mesmo tempo. Podemos trabalhar, comprar, executar operações financeiras, estudar em casa como se estivéssemos no emprego, no shopping, no banco ou na universidade.

Isso tem vários significados: menos tempo de deslocamento, menos gasto com vestuário, alimentação mais saudável, mais tempo com pessoas que mais amamos.

Na verdade, a maior conquista do ser humano, proporcionada pela evolução tecnológica, foi a liberdade espacial e o tempo ganho, este a moeda de maior valor na vida.

Quanto tempo perdido no trânsito e nas filas! Quanto dinheiro gasto pelas empresas em instalações, quanto dinheiro público desperdiçado em ampliação do sistema viário e do transporte coletivo.

Pois bem, cabe aos retrógrados defensores de direitos trabalhistas entender as irreversíveis mudanças, apoiando a flexibilização do trabalho, o “home office” e percebendo que produtividade não se mede com cartão ponto e que liberdade é melhor que estabilidade. Aliás, esta, daqui para frente, só com competência.