A onda de frio que atingiu o Paraná nesta semana obrigou as pessoas a tirarem seus casacos, luvas e cachecóis do armário. A massa de ar polar derrubou as temperaturas em várias regiões do Paraná, mudando a paisagem nos meios rural e urbano. Mas, se na cidade o frio traz alguns impactos positivos, como o aquecimento do comércio (perdão pelo trocadilho) e o aumento no consumo de alguns produtos e alimentos, a história é diferente no campo.

No meio urbano, a queda nas temperaturas faz com que lojistas mudem suas vitrines e se preparem para elevar as vendas de produtos como aquecedores, cobertores, roupas de inverno, chaleiras e fogões a lenha. Nos próximos dias será comum se deparar com promoções que, consequentemente, vão atrair os clientes e elevar o faturamento do comerciante.

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Porém, no meio rural, o que aumenta é a preocupação por parte dos produtores rurais. O frio intenso exige cuidados extras com as lavouras e os animais, para reduzir ao máximo o risco com perdas. Afinal, conforme a velha máxima, “a agropecuária é uma indústria a céu aberto”, ou seja, à mercê das intempéries climáticas e da vontade de São Pedro.

Em relação as grandes lavouras, caso da soja, milho e trigo, não há muito o que fazer por conta da extensão da área. Como escutei essa semana de uma agrônoma, “resta apenas rezar” para o frio, vento e geada não pegarem em cheio as plantações das culturas de inverno que estão crescendo nesta época do ano.

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Em culturas de menores escalas, como café e hortaliças, os produtores conseguem adotar medidas para minimizar os efeitos da onda de frio. No caso de algumas frutas, legumes e verduras, a cobertura das estufas com plásticos reduz a intensidade do frio para as plantas. Mais, nada de irrigação nesta época, para evitar o congelamento da água que pode ocasionar a morte das plantas. Ainda, o agricultor precisa monitorar doenças que costumam surgir após a geadas, pois frutas e verduras contaminadas devem ser retiradas para evitar a proliferação.

Nos barracões que abrigam frangos, bois e suínos, os cuidados também são reforçados. O pecuarista precisa garantir, por meio de aquecedores ou fornalhas, a temperatura agradável. Outro ponto de atenção é em relação a ração fornecida. Assim como nós que comemos mais com o frio, os animais também precisam de uma dose extra de alimento para se esquentar e ganhar peso. Isso, claro, aumenta o custo de produção.

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Mesmo com todos esses cuidados, as baixas temperaturas acompanhadas de geada acabam por gerar perdas no meio rural. E isso, caro leitor, você já sabe, acarreta na alta dos preços nas gôndolas dos supermercados. Ou seja, nos próximos dias não se espante com a notícia do aumento do tomate, do morango, da couve-flor, entre outros alimentos. O jeito é ficar atento a alguns cuidados importantes com a nossa saúde, o bem-estar dos animais e das plantas. Afinal, o frio é para todos!

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