Saúde "mais ou menos" - Caçadores de Notícias

Publicidade

Campo Comprido

Saúde “mais ou menos”

Escrito por Magaléa Mazziotti

Um atendimento razoável diante de uma série de limitações do serviço público de saúde. Em linhas gerais, esse é o conceito que as pessoas atendidas pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campo Comprido têm sobre o funcionamento da unidade. A enfermeira Michele Fiori, 31 anos, que há mais de dez anos utiliza o serviço, avalia positivamente a UPA. “Hoje, precisei trazer minha filha, que está com conjuntivite, e foi até mais rápido que o normal, esperei menos de uma hora. Normalmente aguardo quatro pra ser atendida”, aponta. “Só ficou faltando o colírio que receitaram, mas isso também faz parte da rotina: alguns medicamentos são fáceis de encontrar e outros nem tanto”.

No caso da segurança C. S., que não quis ser identificada, o atendimento para o marido dela, que entrou em estado grave na UPA, estava correto. “O problema é que eles não estão conseguindo leito em nenhum hospital e o coração do meu marido está muito fraco, mas aqui eles estabilizaram a situação”.

Sem raio X

Uma visita da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Curitiba à unidade diagnosticou a necessidade de um equipamento de raio x para a UPA do Campo Comprido, mas a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) avalia que a estrutura física atual não comporta instalação do serviço de radiologia no local. De acordo com a prefeituram, foi feito um levantamento para a construção de um anexo ao imóvel, porém o terreno não possui área útil disponível.

A secretaria orienta que os pacientes que necessitam de exames radiográficos sejam encaminhados para a UPA Fazendinha com transporte feito pela prefeitura.

Problemas pontuais

A Secretaria de Saúde reconhece que eventualmente ocorre falta de medicamentos, por desabastecimento no almoxarifado. A disponibilização de medicamentos nas UPAs, no período em que as unidade básicas encontram-se abertas, é feita da seguinte forma: dispensados antibiótico (tratamento completo), analgésicos e antitérmicos. Para medicações de uso contínuo, a orientação é retirar na unidade básica de saúde frequentada pelo usuário.

Leia mais sobre Campo Comprido

Sobre o autor

Magaléa Mazziotti

(41) 9683-9504