Após sumiço de professora em Curitiba, alunos 'desaparecem' por causa da greve

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Capão da Imbuia Curitiba

Após sumiço de professora em colégio de Curitiba, alunos ‘desaparecem’ da sala de aula

Novo professor já foi convocado e deverá comparecer na escola para ver se aceita ou não. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná
Escrito por Giselle Ulbrich

Os alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Maria Aguiar Teixeira, que fica no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba, vão fechar o primeiro semestre de 2019 sem quase nenhuma aula de química. A professora, que vinha faltando ao trabalho desde o começo do ano, foi substituída há duas semanas. Mas logo que os professores substitutos entraram no lugar dela, iniciou-se a greve dos servidores estaduais. Como as aulas encerraram nesta última sexta-feira, aprender química só no semestre que vem.

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No mês passado, um grupo de pais de alunos do 1º ano do Ensino Médio contou à Tribuna o problema. Não se sabe por qual motivo, a professora vinha faltando desde o início do ano e deu, no máximo, cinco aulas o semestre todo. Com isto, o boletim veio com a nota de química em branco, pois os alunos também não tiveram provas ou trabalhos. A mesma professora também dá aulas de química no Colégio Estadual do Paraná, onde o problema é parecido.

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Conforme os pais descobriram, este já é o terceiro ano que a professora repete o comportamento faltoso e, apesar dos pedidos da direção da escola para substituí-la, nenhuma atitude era tomada pelo Núcleo de Educação. A substituição só veio depois do problema ter sido divulgado pela Tribuna, no final de junho. A informação que os pais tiveram é a de que a professora pegou 30 dias de afastamento médico e que deverá retornar no semestre que vem.

Desencontro de informações

Conforme o diretor da escola, Dário Ivatiuk Júnior, três professores vieram substituir a professora faltante. Mas, por um desencontro de informações, os alunos continuaram sem ter aulas de química. A mãe de uma das alunas contou que, na semana passada, quando chegou na escola, pediram para não deixar os alunos pois, por causa da greve dos servidores estaduais, que havia acabado de começar, muitos professores estariam ausentes. Desta forma, os pais entenderam que não haveria nenhuma aula e levaram os filhos de volta para casa.

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Nos outros dias, buscaram informações por telefone antes de sair de casa e a orientação continuou igual. Mas Dário explica que foi um desencontro de informações, pois apesar dos professores de outras disciplinas terem aderido à greve e não terem ido ao colégio, os professores substitutos de química estavam na escola, disponíveis. Mas não deram aula porque os alunos não compareceram, imaginando que, com a greve, não haveria aula nenhuma.

Desta forma, explica Dário, só será possível saber o futuro das aulas de química no semestre que vem, visto que os alunos estão em férias. Ele explicou que o plano de reposição de aulas (perdidas nestas duas semanas de greve) e o plano de recuperação do conteúdo de química, especificamente, é elaborado pelas próprias pedagogas da escola, em conjunto com os respectivos professores.

Sobre o autor

Giselle Ulbrich

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