Menino de dois anos da Lapa perde rim para tumor; saiba como ajudar

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Curitiba

Menino de dois anos da Lapa perde rim para tumor; saiba como ajudar o pequeno Maurício

Menino de 2 anos da Lapa perde rim por causa de "tumor de Wilms". Entenda a doença e como ajudar a família

Desde bebê, o pequeno Maurício Neumam, de apenas dois anos, morador da Lapa, na região metropolitana de Curitiba, luta por sua saúde. Aos seis meses de idade, ele já tratava uma bronquite e precisou ficar internado até melhorar. Pouco mais de um ano se passou e agora, a criança trava uma batalha contra um câncer maligno chamado de “tumor de Wilms”. Para custear todo o tratamento, a família necessita da ajuda de todos. Sem poder trabalhar, eles precisam de pelo menos R$ 3 mil reais. Veja como ajudar no final desta reportagem!

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A família é humilde. A mãe, Eledir Terezinha Kobachuk da Silveira, 40 anos, contou à Tribuna que já fez de tudo um pouco na vida. Já trabalhou desde diarista, costureira e até ajudou com reformas de casas. Moradora do Jardim Esplanada, na Lapa, Eledir disse que nunca ficou parada e sempre aproveitou as oportunidades de trabalho para poder sustentar a família. Mas agora está desempregada desde o final de abril deste ano, quando descobriu a doença do filho.

No momento, Eledir conta a ajuda de amigos e familiares que até rifas fizeram para ajudar a pagar as contas de casa. Mesmo com tudo o que estão vivendo, ela se sente agradecida com a solidariedade das pessoas. “Algumas pessoas ajudam e agradeço muito à elas por isso. Estou sem renda e preciso comprar alguns remédios, verduras, frutas, e deixar uma reserva para exames que podem aparecer de última hora”, comenta a mãe.

Sem um rim

No final de abril deste ano os primeiros sintomas começaram a aparecer. Segundo a mãe, o filho se queixou de uma dor na barriga e horas depois, ao pedir para ir ao banheiro, foi aí que Eledir notou que o xixi da criança estava com um pouco de sangue. No dia seguinte, sem poder deixar de trabalhar, mas ainda preocupada, ela deixou o filho aos cuidados de sua irmã com a orientação que observasse se haveria alguma alteração na urina do pequeno Maurício. Ao chegar em casa, ainda de dia, não demorou muito para que o filho voltasse a passar mal, apresentando febre e novamente sangramento.

Sem pensar duas vezes, eles foram até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, onde o pequeno foi medicado. De lá saíram com o encaminhamento para o pediatra. Após a consulta com o especialista no dia seguinte, Eledir foi orientada pelo médico para que procurasse o Hospital Erasto Gaertner (referência em tratamento de câncer) devido à uma suspeita. E foi lá no Erasto que, após uma tomografia, veio a notícia dolorosa: Maurício estava com um câncer.

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“No começo disseram que era uma bactéria, mas dias depois, ele começou a urinar sangue novamente. Encaminharam para o Erastinho. Lá, no segundo dia descobriram o que era. Aí, já iniciaram a quimioterapia e marcaram a cirurgia para a retirada do rim do lado direito. Já iniciamos a quimioterapia de novo. São nove meses de quimio. Uma vez na semana precisamos retornar para Curitiba, para fazer exames de sangue, já que ele tem baixa de plaquetas e está com a imunidade baixa também. E quando chega o dia do tratamento, precisa ficar três dias internado”, explica Eledir.

Maurício foi diagnosticado com um câncer no rim conhecido como “tumor de Wilms”. Ele precisou ser operado e perdeu o rim direito. Foto: Arquivo pessoal

A família percorre 124 quilômetros entre Curitiba e Lapa toda a semana. A ambulância do município realiza esse transporte o que reduz um pouco do custo para a família.

Tumor de Wilms

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tumor de Wilms é maligno e também é conhecido como Nefroblastoma. Esse tipo de câncer se origina no rim e é o mais comum na infância, podendo acometer um ou ambos os rins.

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Os sintomas podem variar entre infecção urinária, sangue na urina (hematúria), pressão alta (hipertensão arterial), e dor abdominal. Na maioria das vezes, ainda segundo o INCA, o estado da maioria das crianças é bom, porém, em casos mais graves, podem ocorrer metástases, principalmente para o pulmão. E apesar da gravidade da doença, a maioria dos casos têm boa resposta ao tratamento, que pode ser feito por cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

Para Eledir, a descoberta da doença do filho foi um choque muito grande. “Eu achava que eu poderia perder ele. Mas graças a Deus, Ele é maravilhoso e deixou meu filho comigo”, conta emocionada.

Ajude o Maurício!

Quem deseja ajudar a família, pode realizar um PIX, com o CPF: 149.557.919-05 como chave, em nome de Mauricio Neumam da Silveira. Quem desejar obter mais informações sobre o caso, pode entrar em contato com a mãe pelo telefone: (41) 98795-5344 – Falar com Eledir.

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Rodrigo Guilherme Cunha

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