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Tatuquara

Contra o desperdício

Nada menos do que seis toneladas por dia de frutas e verduras em bom estado são doadas por produtores e atacadistas que trabalham na Ceasa Curitiba, no Tatuquara, e participam do Banco de Alimentos. A iniciativa, que já teve outros nomes desde 1991, visa reduzir os índices de desperdício de alimentos e auxiliar na mesa de centenas de famílias e instituições cadastradas que, uma vez por semana, buscam essas doações.

O gerente do Banco de Alimentos, Gilmar Pavelski, conta que a permanência dessa ação por tanto tempo conseguiu gradativamente mudar a mentalidade de metade das empresas que atuam na Ceasa. “A cultura do desperdício e do descarte de alimentos em bom estado predominou por muito tempo, mesmo com tanta gente passando fome. Felizmente, hoje 50% dos atacadistas e quase a totalidade dos produtores colaboram regularmente com o Banco. E o resultado é a garantia da segurança alimentar para mais famílias”, aponta.

De acordo com Gilmar, 50% dos atacadistas já participam desta iniciativa. Foto: Felipe Rosa.
De acordo com Gilmar, 50% dos atacadistas já participam desta iniciativa. Foto: Felipe Rosa.

Seis das 180 instituições cadastradas para receber as doações prestam um serviço voluntário de separação de alimentos nos seis pontos de coleta espalhados pela Ceasa. A coleta das doações é feita pela manhã. Já as doações acontecem a partir das 13h, para evitar transtornos no trânsito do local. Em dias em que excepcionalmente há um excedente de determinado produto, as instituições são contatadas pelo Banco. “Nessa hora, é importante que o local saiba se vai conseguir consumir realmente essa carga extra, pois o objetivo é que nenhum alimento em bom estado vá para o lixo”, ressalta Gilmar.

Idosos e famílias carentes, em que as pessoas estão temporariamente desempregadas ou em estado de insegurança alimentar e nutricional, são prioridade no atendimento do banco. No caso das instituições, o pré-requisito é que não tenham fins lucrativos. Os interessados devem procurar o Banco, na Ceasa, entre 7h e 15h, para preencher o formulário de cadastramento. Telefone: 3348-6743.

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Sobre o autor

Magaléa Mazziotti

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