Falta de calçadas põe moradores de bairro de Curitiba em risco | Tribuna do Paraná

Publicidade

Tatuquara

Cadê a calçada?

Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná
Giselle Ulbrich
Escrito por Giselle Ulbrich

A Rua Presidente João Goulart é uma das duas vias que ligam o bairro Tatuquara com o restante da capital e região metropolitana. Apesar da importância e do alto fluxo dia e noite, a via está com o asfalto cheio de remendos, sem acostamento, sem iluminação em muitos pontos e, o mais perigoso, sem calçadas. Os pedestres precisam se equilibrar nos barrancos (sim, barrancos mesmo, escorregadios no molhado) ou carreiros estreitos para não serem atropelados.

+ Leia também: Ex-governador Beto Richa é preso por suspeita de corrupção

O marceneiro Valmor José de Maman, 58 anos, passa sempre por ali de bicicleta. Ele mostra que desde um pouco antes da antiga Britanite, até próximo do Jardim Ludovica, a situação é aquela: rua muito estreita, sem calçada e ciclovia. “Tem que andar se cuidando. Tem motoristas que respeitam. Mas a grande maioria não se importa e passa raspando. Aqui é a via que leva até a Unidade de Saúde 24 Horas. Passa muita gente, ambulância passa chacoalhando nesse asfalto ruim com paciente dentro”, lamentou ele, que já levou inúmeras “quase raspadas” no cotovelo e na bicicleta. “Tem vezes que a gente vê ônibus ou caminhão se aproximando, tem que descer ligeiro da bicicleta e subir no barranco pra não ser atropelado, porque não tem espaço pra todo mundo”, disse ele.

Direção defensiva

Já o técnico de informática Azevedo Pardinho, 47 anos, que também circula muito de bicicleta naquele trecho, diz que usa a direção defensiva para não se machucar no trânsito. Quando os veículos vêm do lado da via em que ele está, o ciclista muda de lado da rua. E assim ele vai costurando de um lado a outro da rua, para evitar ser prensado ou jogado nos barrancos. “Mas quando vêm dois ônibus, ou um caminhão e um ônibus, não tem jeito. Tem que subir no barranco”, disse o ciclista, mostrando ainda que, em alguns trechos da rua onde havia uma calçada improvisada (quase se confundindo com o asfalto, no mesmo nível da rua), algum veículo muito pesado (ônibus ou caminhão) passou por cima, arrebentou o asfalto fino que tinha e está obrigando os pedestres e ciclistas a desviarem pelo meio da rua, pois não há outra alternativa de passagem.

Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná
Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná

“Com a construção do terminal do Tatuquara, que eu não sei quando vai sair, também havia o projeto para alargar a Rua João Goulart e a Delegado Bruno de Almeida, pra fazer esse corredor viário com a Rua João Batista Bettega Júnior (que liga o bairro com a BR-116). Mas olha aí quantas propriedades teria que desapropriar para alargar ou duplicar essas vias. Dá muito trabalho, ninguém quer mexer com isso”, lamentou Azevedo.

Alvo fácil

Quando chove, a situação dos pedestres na Rua Presidente João Goulart piora. Além da possibilidade do motorista não enxergar o pedestre no canto da rua, é impossível chegar limpo em seu destino final. Os carros passam e espirram lama nas pessoas que passam no canto. Nem sempre é de propósito, pois é tanto buraco, que não tem por onde desviar e o prejudicado é sempre o pedestre. “Pior ainda é à noite. Se o motorista vem com o farol desligado, e se estiver chovendo então, na certa não enxerga o pedestre ou joga água na gente. Ali dos condomínios pra frente, não tem iluminação. É muito escuro”, diz o vendedor Douglas Mateus dos Santos, 23 anos, que está sempre passando a pé por ali.

+ Caçadores de Notícias: Curitibanos na bronca com empresa suspeita de golpe de criptomoedas

A via, contou uma moradora da rua, é muito movimentada pelos pedestres, principalmente no começo e fim do dia, quando as pessoas estão indo ou voltando para casa, ou nos momentos que as crianças estão entrando ou saindo da escola, pois muitas andam por ali para chegar nas escolas do Jardim Ludovica ou do Jardim da Ordem.

Palavra da prefeitura

“As ruas por onde passarão as linhas de ônibus com destino e saída do terminal do Tatuquara serão revitalizadas com nova pavimentação, iluminação, paisagismo e calçadas. O Ippuc está trabalhando nos estudos viários do entorno imediato do terminal e de vias de ligação. Entre as vias a serem revitalizadas estão a Presidente João Goulart, desde o Eixo de Integração Tatuquara/CIC, até o Terminal e desde o terminal até o Rio Bonito e também a Rua Jovenilson Américo de Oliveira. A Rua Antônio Zanon foi revitalizada e está com asfalto novo em toda a sua extensão, desde a Estrada Delegado Bruno de Almeida até a Rua Jovenilson Américo de Oliveira. São 1.570 metros.”, diz a nota enviada pela prefeitura, que ainda ressalta que, conforme a legislação vigente, é de responsabilidade dos proprietários dos imóveis construir calçada em frente aos seus lotes, conforme as especificações indicadas para cada caso. E que cabe à prefeitura orientar, fiscalizar e notificar quem não estiver cumprindo a regra.

“Mesmo assim, em muitas obras novas do Município, que possuem abrangência mais ampla, como grandes ligações viárias ou requalificação de vias para passagem do transporte coletivo, os projetos e as obras de pavimentação são acompanhadas de sinalização, iluminação, calçamento e adaptações de acessibilidade.”, diz a nota encaminhada pelo Ippuc e pela Secretaria de Obras.

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do trio de ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!

Investidores de criptomoeda desconfiam de golpe por corretora de Curitiba

Sobre o autor

Giselle Ulbrich

Giselle Ulbrich

(41) 9683-9504