Um cadeirante precisou ser carregado pelas escadas para votar na tarde deste domingo (15) na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), o elevador falhou no segundo andar do prédio e os eleitores não conseguiram usá-lo.

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Ao chegar em seu local de votação, o cadeirante de 63 anos, Antônio Francisco de Albuquerque, e seus dois filhos, Marcelo Albuquerque e Leonardo Albuquerque, foram orientados a subirem até o segundo andar. Este ano, por conta da pandemia de coronavírus, diversas seções foram alteradas no local.

No entanto, o segundo andar do local do prédio azul, onde as votações estão sendo realizadas, não há nenhuma seção. “Eles nos informaram errado. Quando chegamos no segundo andar e vimos que não tinha ninguém, tentamos descer. Porém, o elevador não funcionava e não conseguíamos descer”, disse Marcelo.

Sem opção, os dois filhos desceram pelas escadas carregando o pai cadeirante. Inconformados com a situação, começaram a gritar pelo prédio afim de receber alguma explicação pela injustiça. “Desculpe pelo escândalo. Meu pai faz questão de votar e um local com essa estrutura não poderia fazer isso com ele”, reclama o filho.

E aí, TRE?

Em justificativa, o TRE-PR afirmou que o elevador estava com problemas técnicos e que isso ainda não havia sido notado porque ninguém tinha subido até o segundo andar. “Foi um erro técnico que será analisado por um profissional após às 17h, quando não houver mais movimento no prédio. Por hora, reforçamos as orientações com os voluntários”, afirmou Nataly Gabriely de Melo, representante do TRE.