Ao homologarem suas candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), todos os candidatos a prefeito registram, também, seus planos de governo. Documentos públicos que podem ser consultados pelo eleitor com as principais propostas da coligação ou do partido para a gestão da cidade. Entre propostas genéricas como “aumentar o número de vagas em creches”, “reduzir as filas nas unidades de saúde”, “aumentar a eficiência do transporte público” e “incentivar a geração de emprego e renda”, presente na maioria dos planos apresentados, a Gazeta do Povo buscou o que de diferente cada candidato está propondo para Curitiba.

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Mais de um candidato promete zerar a tarifa do transporte público na capital. Há, também, candidato propondo a criação de moedas próprias para incentivar a economia de determinadas regiões. E há, até, candidato que não apresenta proposta alguma, por considerar a eleição um processo fantasioso, do qual só participa para usufruir da visibilidade que o processo eleitoral pode dar. Confira, por ordem alfabética, o que tem de novidade (e inusitado) na proposta de cada candidato:

Camila Lanes (PCdoB)

O Plano de governo do PCdoB para Curitiba foi batizado de “O futuro se constrói agora”. Em sete páginas o partido apresenta seu programa baseado em seis eixos estratégicos: desprivatização dos serviços públicos; descentralização da governança municipal; metropolização como solução para desafios comuns; políticas sociais para uma cidade mais humana, meio ambiente e melhoria de vida; cidades inteligentes e integração digital. “Esses eixos seguiram nossos princípios de eficácia, eficiência, interesse público, valorização da ciência e lutas dos movimentos sociais”. Dentro do primeiro eixo, da desprivatização, o partido critica a concessão à iniciativa privada e a organizações do terceiro setor de serviços públicos municipais, como os da área da saúde, educação e, até, administração dos parques públicos. Diante disso, o plano do PCdoB promete “Interromper a terceirização e reintegrar a administração das UPAs: Consiste em elaborar e executar um Plano de retomada da administração e manutenção das Unidades de Pronto Atendimento”. O plano de Camila Lanes ainda promete realizar a Conferência Municipal de Educação para debater, acompanhar, realinhar a execução do Plano Municipal de Educação e revisar o currículo das Primeiras etapas da Educação Básica. Veja na íntegra seu plano de governo.

Carol Arns (Podemos)

“Curitiba para pessoas, para o futuro” é o nome do Programa de Governo de Carol Arns, um dos maiores entre os 16 candidatos, com 78 páginas. Um dos destaques do programa são as propostas para o transporte público, uma vez que a candidata promete uma nova política tarifária que contemplará, ao longo do tempo, a adoção da tarifa livre (sem custo para os usuários). A candidata detalha quais linhas inicialmente teriam tarifa zero. As “linhas para prioridades sociais”, por atenderem regiões com maior vulnerabilidade, seriam as primeiras a se tornarem gratuitas: Beira-Rio (Pinheirinho), Harmonia (CIC), Portelinha (Portão), Galileia (Cajuru), Saibreira (Boa Vista), Três Pinheiros (S. Felicidade) e Vila Torres (Matriz). Carol Arns também propõe a oferta de acesso à internet via wi-fi gratuito em todos os ônibus e terminais da cidade e aponta a exploração da propaganda neste serviço de internet, bem como em outros pontos do sistema de transporte como a ferramenta para viabilizar o custeio da tarifa livre. Para as novas concessões do transporte, em 2025, a candidata afirma que tornará de utilidade pública as atuais garagens e exigirá que as concessionárias adotem a forma de sociedades de propósito específico. Veja a íntegra do plano de governo.

Christiane Yared (PL)

Conciso e bem dividido por áreas temáticas, o programa de governo da coligação Curitiba Cidadã tem 14 páginas e 10 eixos temáticos. Um dos destaques é a importância que a candidatura dá à proteção animal – um dos 10 eixos destacados no plano, ao lado de saúde, educação, segurança e mobilidade urbana, entre outros. “O plano parte da premissa de que um ambiente ecologicamente equilibrado exige o acolhimento e o cuidado dos animais que convivem com a gente na cidade”, justifica a coligação. A candidata promete a construção do primeiro hospital público municipal veterinário, bem como a criação de um plano de saúde veterinário gratuito ou de baixo custo, subsidiado pelo município. Ainda dentro deste eixo, a candidata pretende criar um Parcão público, “para garantir um ambiente de qualidade, divertido e seguro para os animais e seus donos em Curitiba. O Plano da deputada federal Christiane Yared prevê outras iniciativas, como levar para escolas e comunidades a promoção do convívio harmonioso entre as espécies” e fazer o cadastramento, monitoramento, castração e vacinação dos animais pertencentes a moradores de rua da cidade. Veja a íntegra do plano de governo.

Diogo Furtado (PCO)

Em 37 páginas, o plano de governo do PCO não apresenta soluções para problemas pontuais de Curitiba. É mais um manifesto da Causa Operária, pela “defesa da revolução e do socialismo”. Dizendo utilizar as eleições apenas como uma tribuna de propaganda das “reivindicações fundamentais da população explorada, principalmente o socialismo e o governo operário”, o partido explica a sua “tática revolucionária nas eleições” sustentando que “os problemas fundamentais do País e da classe trabalhadora não podem ser resolvidos através de reformas advindas das instituições políticas controladas pela classe dominante, nem mesmo pela pressão das massas exercidas sobre estas instituições, mas apenas pela revolução de todo o povo, dirigida pela classe operária”. O partido de Diogo Furtado sustenta que “O PCO não tem dois programas, como os partidos burgueses ou de colaboração de classes: um para fazer demagogia com as massas e outro, ‘real’, para as eleições, que aponta soluções pretensamente viáveis para problemas das massas dentro do capitalismo” e diz comparecer às eleições com seu programa revolucionário integral, que compreende desde as necessidades mais imediatas da classe trabalhadora, como as reivindicações democráticas transitórias contra o caráter reacionário e opressor do Estado burguês em relação a todas as camadas da população, até a sua luta por um governo dos explorados dirigida contra o Estado capitalista. Veja a íntegra do plano de governo.

Dr. João Guilherme (Novo)

O primeiro plano de governo apresentado pelo Partido Novo para Curitiba divide-se em três eixos: Novo Cuidado – voltado para as pessoas; Novo Caminho – pensando nas empresas e geração de emprego e renda; e Nova Cidade – para o desenvolvimento e planejamento do município. Além desses três eixos básicos para o desenvolvimento da cidade, o programa que, ao todo, tem 15 páginas, traz uma seção especial dedicada à retomada da economia no pós-pandemia, com ações não permanentes, “mas que darão suporte nesse momento peculiar à retomada dos negócios locais e empreendimento e à segurança social aos mais vulneráveis”. Entre essas ações estão a criação de um Plano Econômico municipal de auxílio às empresas afetadas pela pandemia, incluindo a criação de um Fundo de Aval para micro e pequenas empresas; um programa de formação empreendedora com terceiro setor e um programa emergencial de Educação, prevendo o aumento no número de matrículas após a pandemia. O plano de governo do Dr. João Guilherme prevê, ainda, programas de refinanciamento de impostos municipais atrasados de 2019, levando em consideração a situação crítica pela qual passa empresas e cidadãos. Veja a íntegra do plano de governo.

Eloy Casagrande (Rede)

Dentre os seis eixos temáticos das 41 páginas do Plano de Governo da Rede Sustentabilidade para Curitiba o primeiro trata de “Ambiente urbano saudável, moradia e mobilidade sustentável”. E é nele que está o programa de maior destaque da candidatura de Eloy Casagrande: o “Curitiba Cidade Jardim em 2030”. O Objetivo do programa, como descreve o documento, é o fomento de Políticas Públicas que não garantam o estoque de vegetação e alimento, mas que também contribuam com a capacidade da cidade de estocar água pluvial para eventos de estiagem, escassez de alimentos, efeitos do clima como calor excessivo, enchentes e frio extremos, explica o documento. Entre as ações propostas estão o incentivo à criação de áreas verdes com infraestrutura de lazer nos bairros; corredores verdes para conectar os bairros ao centro; hortas urbanas de bairros; criação de parques lineares e corredores ecológicos; incentivo à captação de água pluvial; e incentivar o deslocamento à pé, por bicicleta, ou outros veículos não poluentes, entre outras. Veja a íntegra do plano de governo.

Fernando Francischini (PSL)

Delegado da Polícia Federal e tendo a Segurança Pública como base de sua carreira política, Fernando Francischini (PSL) coloca a Defesa Social como prioridade máxima das políticas de Estado do seu plano de governo, ao lado de Educação e Saúde. Com o maior plano, ao lado de Carol Arns, com 78 páginas, o deputado estadual diz orientar-se pela “Teoria das Janelas Quebradas”, que explica que a criminalidade não é natural da pobreza, mas sim fomentada pela desordem, pela sujeira pela falta de zelo e ausência do Estado, para sustentar que, apesar de uma atribuição constitucional da gestão estadual, a segurança pública tem que ser prioridade, também, da prefeitura. Para isso, o candidato promete transformar a Guarda Municipal na primeira Polícia Municipal do Brasil, aumentando seu poder e suas atribuições. Com a promessa de fazer de Curitiba a capital mais segura do Brasil, Francischini promete criar a Cidade da Polícia, para promover a integração da Polícia Municipal com os órgãos de segurança estaduais, coordenar ações de inteligências e utilizar as imagens das câmeras das prefeitura e da iniciativa privada para identificar faces e placas de carro em tempo integral. Veja a íntegra do plano de governo.

Goura (PDT)

“Curitiba Feita Por e Para Pessoas” é o nome do programa de governo de Goura (PDT). Citando a necessidade de se buscar uma cidade sustentável, o plano do candidato sustenta que todas as propostas apresentadas contribuem para acelerar, por parte da cidade, o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas. Entre as propostas mais ousadas das 56 páginas de plano do PDT está o “Lixo Zero”, uma ação de longo prazo que busca a extinção da ideia de lixo sendo produzido, descartado e gerido da maneira como hoje vivenciamos na maioria das cidades brasileiras: diminuindo a geração de lixo e encaminhando todo ele para a reutilização, reciclagem, compostagem ou tratamento. Neste sentido, o Plano de Goura também defende o comércio sustentável: “A urgência de reformular a lógica da vida urbana e a relação com o meio ambiente indica que o potencial que Curitiba tem precisa de otimização e inteligência para garantir o desenvolvimento econômico aliado ao desenvolvimento social e respeito ao meio ambiente”. Veja a íntegra do plano de governo.

João Arruda (MDB)

Em 31 páginas, o MDB apresenta suas “Propostas de melhorias e inovação para Curitiba”. Afirmando ter compromisso com o desenvolvimento sustentável, João Arruda divide seu plano em quatro eixos programáticos de desenvolvimento: social; ambiental e de infraestrutura; econômico e de produção; e governança participativa. Segundo o candidato, todas as propostas são baseadas em cinco princípios: descentralização, participação, inovação, eficiência e transparência. Entre as ações práticas, Arruda promete substituir todos os semáforos da Linha Verde por trincheiras, viadutos e passarelas, dando ao trecho urbano da rodovia que corta a cidade a função para a qual ela foi implementada, de ser a principal via de integração entre os bairros da cidade e, também, os municípios da Região Metropolitana de Curitiba. O plano de Arruda também prevê a construção de nove centros comunitários e a mudança do zoneamento dos bairros para que prédios comerciais possam ser construídos. O candidato também promete implementar a UPA móvel, com o atendimento de urgência e emergência da prefeitura indo à porta da casa do paciente. Veja a íntegra do plano de governo.

Letícia Lanz (Psol)

A Tarifa Zero para o transporte público de Curitiba também está no plano de governo de Letícia Lanz, candidata do Psol à Prefeitura. Para chegar à tarifa zero, ela propõe, no curto prazo, implantar valor fixo mensal de R$ 50,00 para estudantes e desempregados e, no médico prazo, a reestatização da frota para garantir a gratuidade. Em 61 páginas o documento “A Curitiba que queremos” também destaca políticas para mulheres, negros e LGBTs + entre as prioridades do governo. “Uma gestão que priorize os idosos, as crianças, as mulheres, a negritude, as LGBTQIA+, as pessoas com deficiência, a periferia, o povo esquecido e marginalizado da nossa cidade”. A candidata ainda propõe fechar o bairro Centro aos domingos, permitindo apenas a circulação de veículos não motorizados, propiciando lazer e convívio para a população. Outra novidade no plano de governo do Psol é sua proposta de Permacultura: “criação de ambientes sustentáveis”, com a adoção de uma moeda local, incentivando a economia local e a troca entre as pessoas que moram na mesma região, com a criação de um aplicativo para potencializar o seu uso. Veja a íntegra do plano de governo.

Marisa Lobo (Avante)

“Curitiba Conservadora” – com esse título, a candidata do Avante à Prefeitura de Curitiba apresenta, em 39 páginas, suas propostas para a cidade. As palavras “gênero” e “aborto”, tão mencionadas pela candidata no primeiro debate e em suas entrevistas, não aparecem no plano de governo, bem como outros temas caros aos movimentos conservadores dos quais a psicóloga faz parte. O plano de Marisa Lobo destaca, inclusive, uma proposta inovadora no campo da participação popular. A candidata se compromete a, se eleita, desenvolver plataforma (app) que permita a participação popular, possibilitando desta forma o envolvimento dos cidadãos no planejamento e definição das prioridades da gestão. A plataforma de participação popular seria chamada de “Participa Curitiba” e o cidadão poderá participar de consultas públicas para a criação de novas legislações, votar em propostas do Orçamento Participativo, conferências temáticas que debatam políticas públicas, acompanhar o Plano Diretor Municipal e até mesmo aprimorar os movimentos sociais com a criação ou participação dos conselhos setoriais. Veja a íntegra do plano de governo.

Paulo Opuska (PT)

Outro plano de governo a falar em tarifa zero para o transporte público de Curitiba é o de Paulo Opuszka (PT). O documento, de 67 páginas, sustenta que, com frota pública e um novo modelo de gestão do transporte, é possível se buscar a gratuidade da tarifa dos ônibus da cidade. Ainda na área de mobilidade, o plano de Opuszka prevê a criação de um Uber público. “Articular a criação de um aplicativo metropolitano, cooperativo, de transporte de passageiros e produtos, que garanta direitos trabalhistas e previdenciários e uma melhor remuneração dos trabalhadores”, diz o plano. O PT também registra o compromisso de criar a Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano, órgão com poderes maiores do que a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), para gerir o programa “Moradia Primeiro”, que visa viabilizar a moradia como direito humano fundamental e condição e meio de concretização dos demais direitos para todas as pessoas em situação de rua. “A moradia proposta é individual e independente, localizada em área bem localizada e infraestruturada, próxima de equipamentos públicos e fornecida por meio de aluguel social mediante eventual contrapartida do beneficiário”, explica o documento. Veja a íntegra do plano de governo.

Professora Samara (PSTU)

“Por uma Curitiba socialista e governada pelo trabalhadores” é o título do documento que apresenta as propostas de Professora Samara (PSTU) para a capital paranaense. Na introdução do plano de governo, de 11 páginas, o partido critica o processo eleitoral, afirmando que “esse teatro que acontece de dois em dois anos é uma ferramenta que não expressa uma real democracia: quem tem dinheiro, vem de família ‘importante’ e faz acordos com os ricos é que aparece nas eleições; quem é pobre e tem um programa que quer acabar com as desigualdades desse sistema, não”. Mesmo assim o PSTU traz suas propostas para a cidade. Entre elas, a retomada do projeto do metrô. É o único partido a defender o modal, cujas obras já foram anunciadas duas vezes na capital e, posteriormente, descartadas. “É preciso iniciar uma grande obra pública para a construção de um metrô na cidade. O metrô é uma maneira de transporte muito eficiente, que pode ajudar a evitar acidentes, polui muito menos o ar, além de transportar muitas pessoas em menor quantidade de tempo”, diz o documento. “ O metrô deve ser uma obra 100% pública, que irá garantir emprego e renda para a população, ajudando a movimentar a economia local, com contratação de funcionários públicos e com tarifa social rumo a tarifa zero para que mais passageiros tenham acesso a esse tipo de transporte”, conclui. Veja a íntegra do plano de governo.

Professor Mocellin (PV)

O mais resumido dos planos de governo é o do Professor Mocelin (PV). Em apenas sete páginas, ele apresenta “4+3 (o número do partido) propostas para uma cidade verde”. Dentro da preocupação com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, o candidato propõe a eletrificação dos sistemas de transporte coletivo de massa que circulam por vias ou canaletas específicas. Para as vias principais, Mocelin sugere a eliminação de faixas de estacionamento e sua substituição por ciclofaixas (ida e volta), separadas dos pedestres e dos automóveis. O candidato também propõe ações na gestão do lixo, como o aprimoramento da relação contratual entre o poder público e as organizações de catadores e catadoras, garantindo-se a remuneração pela prestação dos serviços de triagem e comercialização, como parte do ciclo de vida dos materiais na cadeia produtiva e a alteração da lógica de gestão de resíduos mudando o pagamento hoje efetuado por quilo/tonelada para pagamento efetuado por equipe/serviço. O plano de governo do PV ainda propõe a criação de um canal de TV Municipal voltado para a educação e cultura. Veja a íntegra do plano de governo.

Rafael Greca (DEM)

Atual prefeito, Rafael Greca apresenta, em 48 páginas, o Plano Viva Curitiba, que celebra a cidade e aponta “propostas para consolidar os avanços conquistados em nossa gestão e elevar ainda mais a cidade de Curitiba a um novo patamar de desenvolvimento”. São sete pilares básicos: “Viva uma Gestão Limpa e Inovadora; Viva uma Prefeitura que não Dorme; Viva uma Nova Mobilidade Urbana; Viva uma Cidade mais Sustentável; e Viva com Solidariedade e Cidadania Plena”. Dentro do plano consta um programa com o mesmo nome (Viva Curitiba), descrito como o pilar da recuperação de Curitiba para o fortalecimento da economia fragilizada pela pandemia, para o resgate da identidade e do sentimento de pertencer à cidade. “Um programa de valorização do que te­mos e do que faremos por Curitiba. Uma proposta transversal que integra todas as secretarias municipais e que tem interface com toda a sociedade”, explica, citando ações de desenvolvimento do turismo, festas na cidade, ações culturais, promoção dos espaços públicos para a reocupação das pessoas. Entre as propostas novas, Greca promete substituir, gradativamente, por veículos elétricos toda a frota de táxis da cidade. Veja a íntegra do plano de governo.

Zé Boni (PTC)

Também usando seu número de urna como gancho para o título do plano de governo, Zé Boni (PTC) registrou no TRE “Os 36 passos para o futuro”, com 41 páginas, o programa do candidato é um dos mais diretos entre os registrados na Justiça Eleitoral, com apresentação das propostas em tópicos e uma breve explicação. Entre as mais ousadas, o candidato promete a redução do número de secretarias e de 50% dos cargos em comissão; a contratação de mil novos Guardas Municipais já no primeiro ano de governo; e a criação de um novo Centro de Convenções para a cidade, “que abrigará um novo museu, que contará a história de Curitiba e sua colonização, além de poder atender grandes eventos culturais e artísticos”. O plano de governo de Zé Boni prevê, ainda a criação da Secretaria Municipal Cristã de Curitiba, “com o objetivo de dar auxilio às igrejas evangélicas e católicas, ONG’s e demais instituições que promovam a recuperação do indivíduo”. O candidato ainda promete um rigoroso programa de compliance para otimizar a administração pública e evitar ou identificar mais rapidamente casos de corrupção. Veja a íntegra do plano de governo.