Se você possui conta em alguma rede social, provavelmente já se deparou com uma postagem de um influenciador digital, mesmo que essa não seja sua praia, que você não os siga diariamente. Nomes como Winderson Nunes, Felipe Neto e Pequena Lo ainda são desconhecidos para milhares de pessoas, mas exercem um poder incrível sobre outros milhões de brasileiros.  

Mas qual é a diferença entre uns e outros? “Naquela época, você se projetava no seu ídolo e, por isso, comprava produtos que ele promovia”, explica Christine Caterina, fundadora da agência Press Pass, uma das pioneiras em trabalhar com influenciadores em ações de relações públicas no Brasil. “Agora a comunicação quer representar a audiência, ter uma imagem mais próxima da realidade para que as pessoas se relacionem com aquilo”, completa. 

As celebridades da internet cresceram tanto que invadiram o espaço de outras mídias, como a televisão. Aliás, é essa conexão que contribui para o aumento da relevância destes novos artistas.  

Para entender essas mudanças, a equipe do site de roleta online da Betway  montou um infográfico  com a linha do tempo dessa história. Confira a seguir!  

Como ser um influenciador? 

Com a conexão das redes sociais, qualquer um pode influenciar um grupo de pessoas, os seus seguidores. Basta se dedicar a criar um conteúdo relacionável e bem feito, que chame atenção da audiência e engaje – ou seja, receba muitas interações como curtidas, comentários e compartilhamentos.  

De acordo com a plataforma Influency.me, que mede e compara resultados de influenciadores, se trata de “um indivíduo que possui um público fiel e engajado em seus canais online e, em alguma medida, exerce capacidade de influência na tomada de decisão de compra de seus seguidores”.  

E, para engatar o sucesso, basta um conteúdo viral. A influencer Pequena Lo (4.1M de seguidores no TikTok), conhecida por seu humor leve e por ser um grande símbolo de representatividade, é a prova viva disso. Criando conteúdo desde 2015, ela viralizou em 2020 e, desde então, sua carreira foi um verdadeiro boom. “Eu me formei em psicologia e pensava em seguir na área. Mas depois que tudo começou a viralizar, ser influencer se tornou o meu trabalho oficial – e eu amo fazer”, conta. 

E é assim que isso se torna uma profissão: ao atingir um engajamento bacana com sua base, o creator – como também são chamados – atrai marcas que estejam dispostas a pagar por um espaço na rede social. O diferencial está quando o próprio criador de conteúdo pode dar o seu toque na publicidade, fazendo-a de forma pessoal e passando longe dos moldes tradicionais de propaganda.  

Nesse jogo, muita coisa importa: a reputação do “influencer” com seu público, os seus resultados e, principalmente, o seu estilo de vida. Não adianta enganar os seus seguidores – aquelas pessoas que te seguem, às vezes por anos, já têm a sensação de que conhecem a sua personalidade e farejam de longe quando um posicionamento de marca vai na contramão do que o influenciador fala diariamente.  

Metade dos brasileiros procura a opinião do seu “influencer” de confiança antes de efetuar uma compra importante. Estes são dados da Qualibest, confira alguns outros números no infográfico abaixo. 

E quanto vale um post?

O valor que cada creator ganha por post é um mistério – não existe um preço tabelado e dificilmente eles topam falar sobre lucros. Muitas variáveis entram no jogo: a comprovação de que aquele post vai retornar em vendas para o contratante, o número de seguidores e o quão conhecida a pessoa é.  

A ferramenta Hooper HQ, que analisa dados internos do Instagram e considera números publicados oficialmente, divulgou que, em 2020, a celebridade que mais faturou com os seus “publiposts” mundialmente foi o ator Dwayne Johnson. O The Rock recebeu US $1.015.000,00 por um post, algo em cerca de R$ 5.868.900,00. O primeiro brasileiro dessa lista não poderia ser outro: Neymar Jr recebeu US$ 704.000,00, que são R$ 4.070.000,00. 

A rede social do momento

Novas redes sociais sempre pipocam pela internet, mas são poucas as que ganham aderência em massa mundialmente. O TikTok foi uma que, recentemente, se tornou “a rede social obrigatória” ao redor do mundo.  

Famosa entre pessoas da geração Z (nascidos após 1999), seu público ainda é bem jovem. Pequena Lo revela que, no aplicativo, sua audiência é muito mais nova se comparada aos seguidores no Instagram, por exemplo. Os vídeos de no máximo um minuto da rede ganharam força total no ano passado – em abril de 2020, o aplicativo atingiu a marca de 1 bilhão de downloads apenas no sistema android.  

Veja os números impressionantes do TikTok.

Apesar do sucesso inegável, Pequena Lo acredita que este ainda nem seja o ápice do app. “Ele ainda está crescendo muito e as pessoas que estão lá estão começando a serem reconhecidas agora.  

Não há dúvidas: o TikTok é a rede social do momento. No entanto, Pequena Lo alerta que boa parte da profissão influenciador é estar pronto para se moldar às tendências: “A gente nunca sabe quando algo vai perder o sucesso assim, então temos que estar prontos para mudar e se adaptar ao novo”, finaliza.