O Aberto de São Paulo será um teste para a Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) sobre a nova regra da entidade: o fim da chamada let. Assim, se a bola tocar na rede depois do saque o game segue normalmente. Para Thiago Alves, número três do Brasil, a mudança vai trazer mais problemas nas partidas. “A ATP está querendo encurtar um pouco o tempo dos jogos, mas acho que isso não vai interferir em nada e só vai atrapalhar. Todo mundo no início vai se incomodar bastante, é uma regra complicada que até a ITF não quis adotar em seus torneios e nos Grand Slams. Até os árbitros ficarão confusos, tenho certeza que vão errar. Acho que deveria continuar igual e não muda”, disse.

Rogerinho Silva, número dois do Brasil, já tem uma outra visão sobre a nova regra. “Estou receoso, dei uma confundida nos treinos, mas vamos ver como vai ser no jogo. Não sei como vai ser no fim das contas, é preciso ver. Se for algo positivo para o nosso esporte, que continue”, comentou o tenista.

Ex-jogador, Flávio Saretta acredita que os jogos vão ficar mais emocionantes. “Claro que eu não tô focado para jogar, mas eu acho que vai ficar divertido. Vira e mexe o cara vai dar um saque, a bola bater na fita e passar, isso num 30/40 ou num match point pode ficar divertido”, afirmou.

O Aberto de São Paulo (II Ega Cup) ocorre no Parque Villa-Lobos e, além de oferecer hospedagem aos atletas, possui uma premiação de US$125 mil.