Há dois anos, no dia 29 de novembro de 2016, o mundo lamentava a tragédia com o avião da Chapecoense em que 71 dos 77 tripulantes morreram após uma pane seca, quando a delegação ia para a Colômbia disputar a decisão da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. No voo, estava o técnico Caio Júnior, que teve uma longa e vitoriosa relação com o futebol paranaense. O tempo passou e as famílias ainda lutam na Justiça em busca de indenizações, sem qualquer perspectiva de quando o tormento acabará.

No dia 24 do mês passado, a Chapecoense e a Associação dos familiares apresentaram a Fundação Vidas, uma instituição que funcionará como um fundo financeiro para dar suporte às famílias enquanto as indenizações não saem. O foco é oferecer ajuda na área da saúde, educação (para os filhos de quem morreu), moradia e alimentação. A fundação procura parceiros interessados em ajudar as famílias e ficou acertado que todo o valor arrecadado será repassado de forma igualitária para todos os parentes, em pagamentos mensais.

Luta

Alan Ruschel retomou a carreira e faz parte do elenco da Chape. Foto: Sirli Freitas/Chapecoense
Alan Ruschel retomou a carreira e faz parte do elenco da Chape. Foto: Sirli Freitas/Chapecoense

Enquanto as famílias lutam por justiça, os quatro sobreviventes brasileiros da tragédia com o voo da Chapecoense tentam, dois anos depois, retomar suas vidas e deixar para trás tudo que aconteceu. São os casos dos jogadores Alan Ruschel, Jakson Follmann e Neto e do jornalista Rafael Henzel.

Alan conseguiu voltar aos gramados desde o ano passado e tem atuado normalmente pela Chapecoense. Após a tragédia, casou com a namorada Marina e espera pelo nascimento do filho Luca. Embora ainda tenha dificuldades para fazer alguns movimentos, garante estar em totais condições para jogar.

Follmann precisou largar a bola, mas se tornou embaixador do clube e atua fora dos gramados. Foto: Sirli Freitas/Chapecoense
Follmann precisou largar a bola, mas se tornou embaixador do clube e atua fora dos gramados. Foto: Sirli Freitas/Chapecoense

Follmann, que perdeu a perna direita no acidente, casou-se com Andressa, sua namorada, e atualmente é embaixador do clube, faz curso para se tornar dirigente e é dono de um clínica que vende próteses para amputados em Chapecó.

Quanto ao zagueiro Neto, ele tem voltado lentamente aos treinamentos, após duas cirurgias nos joelhos e a expectativa é que ele retorne aos gramados no ano que vem. O jornalista Rafael Henzel continua trabalhando na rádio Oeste Capital FM, em Chapecó.

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