Treinadores e jogadores avaliam o Campeonato Brasileiro como uma das competições mais difíceis do mundo. Ainda mais quando tem de ser disputada sob pressão, e com o time precisando mostrar resultado mais que os adversários para se recuperar na classificação.

É assim que o Atlético iniciou a Série A este ano: correndo atrás do prejuízo já nas primeiras rodadas por conta de três derrotas e um empate. A penúltima colocação na tabela já desperta na torcida o temor de ter de encarar mais um ano brigando entre os últimos para não cair para a Série B – situação que o Atlético não sabe mais como é desde 1995, quando disputou uma segunda divisão pela última vez.

Além de colocar o trem nos eixos, o técnico Adilson Batista tem outra missão: manter o ânimo dos jogadores para que a situação atual não desanime o grupo. Uma das alternativas encontradas pelo treinador é inverter a leitura da tabela de classificação.

Segundo ele, se o time está na zona de rebaixamento também está a apenas seis pontos da zona de classificação à Copa Libertadores de 2012. “Estamos a seis pontos da zona da Libertadores, é o início. Evidente que não gostaríamos de ter iniciado assim. Entendo a preocupação, mas já vi evolução e falei que é um campeonato diferente. Não só para nós, para muita gente. E está equilibrado, nivelado”, explicou Adilson, justificando sua tese.

Com as primeiras rodadas apontando para um equilíbrio da competição, o treinador atenua a situação do Atlético, alertando que ainda não chegou a um ponto desesperador.

“Alguns clubes lá na frente estão com um pouquinho de dificuldade, passando sufoco, mas vencendo, que é o mais importante. Vejo equilíbrio no campeonato e não é para ficar apavorado. Entendo a necessidade de vencer para ter objetivos lá na frente”, acrescentou Adilson.

Os jogadores também aprovam a leitura, que facilita o dia a dia na busca pela reabilitação que precisa acontecer já nas próximas rodadas, para não acumular um prejuízo ainda maior, como aconteceu com o Atlético nas ediçoes anteriores do Brasileirão.

“Isso facilita. Nem um ser humano fica olhando para trás. Estamos procurando chegar na zona da Libertadores. A conversa é essa: buscar sempre os resultados. Se tudo ocorrer bem no próximo jogo em casa, contra o Bahia, entramos na zona da Sul-Americana e, quem sabe, com mais bons resultados, chegamos na zona da Libertadores”, emenda o lateral-direito Rômulo.