O Paraná Clube jogou muito bem, mas ficou no empate em 2×2 com o Bragantino, ontem, em Bragança Paulista. É o sétimo jogo de invencibilidade da equipe na Série B, com o time permanecendo na nona colocação. A partida foi marcada pelo primeiro gol do centroavante Adriano com a camisa tricolor.

Ao Paraná, pouco havia a conquistar na noite paulista – a rigor, apenas a luta pela oitava posição, que nem serve como consolação para a péssima temporada. Apesar disso, ninguém queria pensar em perder.

Pelo contrário, as declarações desastradas do presidente do Bragantino, Marquinho Chedid, serviram de “combustível” para a partida. A novidade em campo era o garoto Igor, pela primeira vez como titular.

O atacante se movimentou muito e apanhou bastante, tanto ele quanto Davi. Mas o Paraná sofreu na primeira etapa para penetrar na defesa paulista – sobravam as oportunidades de média e longa distância, mas quando o Tricolor arrematava parava no bom goleiro Gilvan.

O jogo foi equilibrado – é possível dizer que na maior parte do primeiro tempo o domínio foi tricolor. Só que em quatro minutos eletrizantes o Bragantino conseguiu abrir o placar.

Teve três chances: duas foram defendidas por Zé Carlos; na terceira, aos 15 minutos, o lateral Diego Macedo tabelou com Lúcio, recebeu na grande área e tocou na saída do goleiro paranista. “Apesar de estarmos perdendo, estamos fazendo uma grande partida. Só falta o gol”, resumiu o lateral Murilo.

Com dois zagueiros “amarelados”, Roberto Cavalo repetiu as alterações do jogo com o Duque de Caxias – sacou Luís Henrique e Leandro e colocou Élton e Adriano. E logo a 4 minutos Davi deu uma de camisa 9 e empatou com uma boa cabeçada. Méritos também para o bom cruzamento de Luiz Henrique Camargo.

A igualdade refletia o domínio paranista, que foi ampliado após o gol – e mais ainda quando o atabalhoado zagueiro Da Silva acertou Marcelo Toscano e levou o cartão vermelho. Logo depois, o atacante protagonizou o lance mais bonito do jogo, acertando uma bicicleta no travessão.

Com vantagem numérica, o Paraná saiu com tudo, cedendo muito terreno. E em um rápido contra-ataque, aos 32 minutos, Lúcio (o velho Lúcio, do Santos, do Goiás e do Flamengo) recebeu livre e tocou com categoria, recolocando os donos da casa na frente

Foi quando o inacreditável aconteceu. Aos 40 minutos do segundo tempo (marquem este tempo), Fabinho cruzou e Adriano escorou para a rede. É isso mesmo.

Descobriu-se até como ele comemora – com os braços abertos, como se fosse esperar o abraço dos companheiros. O gol do centroavante marcou o empate. Mas, convenhamos, foi uma vitória de Adriano.