Adriano deverá ser o camisa 10 do Atlético hoje à noite, a partir das 20h30 contra o Londrina, pela semifinal do Campeonato Paranaense. No início pareceu mais uma das pegadinhas sem graça de 1º de abril. Mas sua participação no treino de ontem, a relação dos atletas que viajaram e todo o contexto da vinda do Imperador ao Furacão conduziram time e jogador a esse momento. Pela primeira vez o atacante inicia uma partida oficial pelo clube.

O Imperador pavimentou seu caminho até a titularidade a partir de sua estreia. Contra o The Strongest, na primeira fase da Libertadores, jogou apenas 8 minutos e não deu nenhum toque na bola. Contra o Vélez, na Argentina, fez cara feia quando foi chamado por Miguel Ángel para atuar os 10 minutos finais daquele jogo e pouco produziu. Já no último sábado, no jogo teste da Arena da Baixada, esteve em campo por 61 minutos e mesmo sem produzir o que dele se espera, roubou a cena e convenceu o departamento de futebol atleticano: sua hora chegou.

No clube desde dezembro, Adriano teve que driblar a desconfiança de muitos, as próprias limitações de seu corpo e sua mente, além dos questionamentos sobre sua condição técnica de ainda ser um jogador profissional. O carinho da torcida, esse sim, nunca faltou. Ao receber a oportunidade de substituir a Crislan (que diferente do noticiado, treinou no time de cima e pode até ser titular contra o The Strongest), Adriano lança ingredientes inesperados na partida contra o Londrina. A vantagem já era atleticana (obtida após a vitória por 3×1 no jogo de ida, sábado passado, no Janguito Malucelli).

O “ingrediente” Imperador pode alterar o sabor dessa semifinal. “O Adriano entrando em campo pode causar um impacto muito grande no adversário. Vai ser muito bacana”, disse Cleverson Passos, sócio da Roi Esportes, empresa que trouxe o jogador para o Rubro-Negro, à Tribuna 98. “Ele está alegre. Bem feliz mesmo que vai jogar amanhã (hoje). É mais uma boa jogada do pessoal do Atlético que está precisando ser campeão”, complementou.

Depois de conduzir um time repleto de piás durante todo o Paranaense, o técnico Petkovic terá a missão de acomodar Adriano em um esquema de jogo que vinha funcionando muito bem nas últimas rodadas. A ideia é pura e simplesmente substituir Crislan por Adriano, mas como os jogadores possuem características diferentes o ajuste terá que ser um pouco mais macro. Essa mudança, inclusive, pode atingir em cheio a formatação da equipe em campo.

Ao natural Ricardo Silva, Otávio e Hernani retornam ao time depois de cumprirem suspensão. O setor de meio campo terá ainda Marcos Guilherme e Zezinho. Na frente, com a contusão de Bruno Furlan, Nathan pode ser a outra novidade. O jogador pode jogar por um lado, Marcos Guilherme por outro, e Adriano plantado como centroavante.

Estar em campo será fundamental para os planos de Adriano e também do Furacão. “Para ele pegar o tempo de bola, pra poder melhorar o condicionamento físico e também o posicionamento dentro de campo, será excelente ele estar em campo. Para a Libertadores e o Brasileiro ele estará com bem mais ritmo. É bom pra ele e bom até pro Petkovic”, concluiu Cleverson Passos.