Campeão brasileiro pelo Atlético em 2001, e autor do gol que deu o título mundial interclubes ao Internacional, Adriano Gabiru, aos 35 anos, reluta em se aposentar do futebol profissional e busca dar a volta por cima na suburbana de Curitiba. Ontem à noite, ele foi apresentado como o mais novo reforço do Combate Barreirinha, que se prepara para disputar a série A do futebol amador da Capital, que começa dia 29 de junho. A expectativa do jogador é manter-se em atividade, ganhando sobrevida até que surja uma nova oportunidade no futebol profissional. “Eu ainda não descartaria a possibilidade de voltar a jogar profissionalmente. Se aparecer alguma oportunidade, ótimo. Se não aparecer, vou continuar jogando aqui, tranquilamente, sem nenhum problema” disse.

O último clube profissional de Gabiru foi o Guarany de Bagé-RS, durante a disputa do Campeonato Gaúcho do ano passado. Desde então, ele ficou aguardando propostas de outros clubes profissionais, mas não obteve sucesso. Porém, se depender do Combate Barreirinha, ele vai recuperar a autoestima. O clube o contratou na condição de craque do time. “O Gabiru é um atrativo aqui no bairro. Nós faremos uma propaganda para a estreia dele e prometemos lotar o nosso estádio”, disse o presidente Cláudio Loyola e Silva, de 68 anos. A primeira partida do jogador deve acontecer já na 2.ª rodada da série A, contra o Nova Orleans.

Quanto ao valor do contrato assinado com o Combate Barreirinha, nem a diretoria nem Gabiru quiseram revelar. “No Combate Barreirinha, assim como na maioria dos times amadores, o acerto é individual e por partida. Além disso, quando podemos damos uma ajuda de custo, como gasolina, alimentação e material esportivo, entre outros” salientou Cesinha, ex-presidente do clube. Normalmente, o clube paga 100 reais por jogo para seus atletas.

Além de ter atuado por Atlético e Internacional, Adriano Gabiru também jogou em times como Olympique de Marseille (França) e no Cruzeiro. Em 2006, pelo colorado gaúcho, marcou o gol que considera o mais importante da sua carreira. Mas confessa ter sofrido muita pressão no clube de Porto Alegre. “Lá o pessoal me cobrava demais”, revela o craque do Combate Barreirinha.