A partir dos anos 1970, com a profissionalização e a melhor instrução dos jogadores, surgiram os primeiros “contestadores’ do futebol brasileiro. O primeiro deles foi Afonsinho, que pintou como craque no Botafogo mas viu sua trajetória ser abortada por causa de seu gênio. Rompeu com o Botafogo porque foi impedido de usar barba e cabelo comprido, e começou uma luta para acabar com a “escravidão” no País do futebol.

Conseguiu seu passe livre após uma longa batalha judicial, sendo o primeiro jogador brasileiro a conseguir tal direito, mas pagou o preço. Nunca foi bem recebido nos grandes clubes e encerrou a carreira antes do esperado. Virou filme, livro, ainda é um referencial de luta no esporte nacional, mas certamente carrega a mágoa de ver o sonho de jogar futebol tolhido pelo ato de pensar.

Sócrates foi o sucessor de Afonsinho, no visual e na personalidade. Nunca se furtou a opinar sobre tudo, e conseguiu a proeza de colocar o Corinthians na vanguarda democrática brasileira. Vinculou sua permanência no País à aprovação da emenda que previa eleições diretas para presidente da República, em 1984. Com a derrota, aceitou se transferir para a Itália. Médico formado antes de ir para o Timão, hoje o Doutor é uma das vozes mais lúcidas na luta pela melhoria do futebol brasileiro.

Certinhos sofrem preconceito

Um dos jogadores mais esclarecidos do País, o meia Fernandão, do São Paulo, admitiu -em entrevista à revista VIP -que ter uma postura “certinha” e uma estrutura familiar mais organizada acaba gerando preconceito entre os jogadores.

Situação confirmada pelo técnico do Bahia, Renato Gaúcho, que confirmou à TV Globo que a realização de orgias entre jogadores e garotas de programa é mais comum do que se imagina. “Quem não participa acaba sendo marcado pelos outros atletas”, comentou o treinador.