O atacante Téo Gutiérrez não deve mesmo vestir a camisa do Corinthians. Depois de uma negociação que vinha se arrastando pelas últimas semanas, o empresário do jogador criticou a postura do clube paulista, classificou a proposta recebida como “vergonhosa” e indicou que o futuro do colombiano do River Plate será bem longe do Brasil.

“A oferta do Corinthians por Gutiérrez é vergonhosa, mas há outros interessados”, disse Efraín Pachón ao jornal Olé. O empresário, no entanto, admitiu que o atacante pediu para deixar o River Plate. “Ele confirmou ao (técnico Marcelo) Gallardo que quer sair por falta de pagamentos.”

As conversas do Corinthians com Téo Gutiérrez e o River Plate duraram mais de um mês e o próprio atacante chegou a admitir o desejo de vestir a camisa alvinegra. O clube, no entanto, atravessa dificuldades financeiras e teria ficado bem longe dos US$ 3 milhões pedidos pelos argentinos para negociação de 50% dos direitos do atacante.

A postura do jogador, que já admitiu publicamente o desejo de deixar o River, desagradou a todos no clube. O presidente Rodolfo D’Onofrio, por exemplo, disse que espera uma proposta concreta e que, mesmo que ela não chegue, o colombiano não vestirá mais as cores do time argentino.

“Se tiver uma oferta concreta, falaremos. Se não, em alguns dias terá que voltar ao River”, comentou. “O jogador tem o direito de escolher seu caminho e o River de pedir o ressarcimento correspondente. Se isso acontecer, ele seguirá seu caminho de outro lado. Já está decidido que não voltará à equipe principal. Vamos ver a questão econômica, se podemos ajeitar e se ele atuará pelos reservas.”

A posição de D’Onofrio revoltou Pachón, que classificou-a como “lamentável”. No entanto, dentro do clube o presidente recebeu apoio. O técnico Marcelo Gallardo, por exemplo, entoou os dizeres do dirigente e admitiu que sequer conta com Téo Gutiérrez para a sequência da temporada.

“Antes de ir para a Copa América, Téo havia manifestado seu desejo de sair do River. Eu vou respeitar sua postura. Não vou obrigá-lo a ficar aqui se não quer. No meu lugar, como treinador do River, não conto mais com Téo. Faz 20 dias que não conto mais com ele. A decisão não tem volta”, disse Gallardo à tevê argentina Tyc Sports.