Os empresários Wagner Ribeiro e Aluísio Guerreiro, em guerra pelos direitos e negócios de Robinho, estão proibidos de entrar no CT Rei Pelé. A determinação é do técnico Emerson Leão, preocupado em proteger a grande revelação do Santos na última temporada. “Para mim essa história não é nova. Conheço bem esse caso, desde que havia um terceiro empresário no negócio. Eles que briguem entre si. O meu jogador está orientado a não se envolver nessa briga. Como fiz isso? Dizendo a verdade. Esses ‘pseudos’ que briguem lá fora, longe daqui. Aliás, aqui eles não entram”, afirmou o treinador.

Preservar Robinho da briga entre seus empresários é uma preocupação antiga do técnico do Santos, que vem trabalhando a cabeça de Robinho há muito tempo. O que Leão começou a fazer ontem, na reapresentação do elenco, foi apenas uma retomada do processo.

Em seu primeiro dia de trabalho em 2003, Robinho agiu com muita naturalidade. Passou o tempo todo no CT Rei Pelé ao lado do amigo Diego, ambos vestindo camisas da Nike. Diego renovou por mais quatro anos seu contrato com a empresa de material esportivo, e Robinho deverá assinar o seu nas próximas semanas.

Sobre os seus empresários, atendendo aos conselhos de Leão e da diretoria, falou o mínimo. “Não há nada o que resolver. O meu empresário é o Wagner Ribeiro. Agora, quero esquecer esse assunto e só pensar em jogar futebol, a coisa que eu mais gosto no mundo. O meu pai é que vai cuidar do resto”, disse Robinho.

Robinho não quis falar mais nada sobre o assunto, muito menos se é dele ou não a assinatura que consta no contrato de prestação de serviços firmado com Aluísio Guerreiro. Mas em nenhum momento demonstrou mau humor. Ao contrário: o atacante passou o tempo todo sorridente. Deu atenção aos torcedores que estavam do lado de fora do CT e foi o último jogador a ir embora às 12h50.