O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, defendeu na noite desta quarta-feira as mudanças recentes no elenco, como a intensa negociação de jogadores com clubes do exterior. Para o dirigente, o clube não passa por um desmanche e a promoção de jovens das categorias de base é o caminho certo para trazer resultados ao time. A saída de atletas motivou críticas até do capitão Rogério Ceni.

Na quarta-feira, pouco antes da derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR, em Curitiba, o São Paulo fechou a venda do volante Souza ao Fenerbahçe, da Turquia. “Não tem desmanche. Nós temos um elenco de 34 jogadores e saíram três ou quatro. Não é desmanche”, comentou o dirigente. A saída foi a terceira em duas semanas. Anteriormente, o clube havia fechado as saídas de Paulo Miranda e Denilson. Além disso, Rodrigo Caio está perto de acertar com o Atlético de Madrid.

Aidar explicou que a diretoria não pensa em contratações e aposta será nas categorias de base. “Hoje tivemos a feliz oportunidade de ver o Lyanco e o Mattheus Reis estreando. Nós temos um bom elenco. Se você não apostar naquela base que custa R$ 30 milhões por ano, aí fecha”, disse o presidente em referência aos custos do clube com as categorias de base, em Cotia.

Além da dupla de garotos, o São Paulo promoveu recentemente ao time profissional garotos como os atacantes João Paulo e Luiz Araújo. Aidar defendeu a promoção de jogadores da base e argumentou que na sua primeira passagem na presidência, nos anos 1980, tomou a mesma decisão. “Há 30 anos eu fiz uma renda grande de atletas, promovi um base e o São Paulo foi bicampeão paulista e campeão brasileiro. Ainda formamos a base do time campeão do mundo. Estamos no caminho certo”.

Aidar negou que a sequência de resultados coloque em risco a continuidade do técnico Juan Carlos Osorio e prometeu que até o dia 10 de julho vai pagar os três meses de direitos de imagem atrasados do elenco.