Após reunião especial do International Board, a Fifa anunciou ontem o veto à paradinha em cobranças de pênalti a partir da abertura da Copa do Mundo, no dia 11 de junho, permitindo apenas que os jogadores façam alguma finta durante a corrida e não no momento do chute.

A decisão da Fifa vai contra o que faz, por exemplo, o volante Alan Bahia e seu “professor”, Alex Mineiro, também do Atlético, assim como o atacante Neymar, do Santos. “Temos a certeza que todos os árbitros e também os jogadores serão informados sobre essa decisão”, afirmou o secretário geral da Fifa, Jerome Valcke.

Na mesma reunião da International Board, a Fifa também anunciou que utilizará de forma experimental durante o período de dois anos dois árbitros assistentes adicionais, conforme o que foi testado na edição 2009/2010 da Liga Europa, mas a regra será válida apenas ao final da Copa do Mundo da África do Sul.

A entidade ainda afirmou que vai ouvir jogadores, treinadores e árbitros que estarão na Copa do Mundo da África do Sul para discutir a regra 12, sobre faltas e conduta, com as relações de expulsões, ofensas e punições.

Para o atleticano Alan Bahia, que tornou-se especialista em pênalti com paradinha, a decisão da Fifa é, no mínimo, polêmica. Para ele, acabar com o artifício privilegia o time que cometeu a penalidade.

“O pênalti já é uma forma de sair o gol. Você não pode beneficiar o infrator. Então a gente utilizava as armas que tínhamos para marcar gols. Com a paradinha, tínhamos um pouco mais de opções na hora da cobrança”, analisou.

Alan Bahia garante que a proibição, no entanto, não mudará em nada seu comportamento na hora de cobrar penalidade. “Agora é só bater direto. Vou continuar treinando forte, para cheqar no dia e bater bem”, comentou o volante, com a confiança de ser o batedor oficial do Atlético.

Diga-se de passagem que Alan Bahia, apesar de levar todos os créditos pela ótima performance que tem nas cobranças de pênaltis, deve sua especialidade ao “professor” Alex Mineiro. “Ensinei o Alan a fazer e hoje ele está fazendo melhor do que eu. É um fenômeno”, diz o camisa 9.

Para Alex, o veto da Fifa é um erro. “Era um diferencial para fazer gol. Era legal, bacana. O torcedor também gostava. Mas já que tiraram a paradinha, temos que treinar de outra maneira”, afirmou.

Sobre a possibilidade de exercer a paradinha durante a corrida para a cobrança de penalidade (liberada pela Fifa), o atacante explica que ela não é útil ao cobrador. “Ela não dificulta em nada para o goleiro. É perigoso para a gente se perder na passada e acabar errando a conclusão”, explicou.